Ambientalistas e moradores tentam impedir derrubada de árvores (Paulo Bellini/ItapiraNews)
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A derrubada de árvores nativas em uma APP (Área de Preservação Ambiental) em Itapira motivou uma polêmica que se estende desde o último final de semana.

De um lado, ambientalistas e moradores próximos ao local, na região do Recanto do Gravi, de outro equipes da Prefeitura que tentam realizar o trabalho.

O episódio, inclusive, virou caso de polícia, com viaturas da Polícia Militar sendo deslocadas para o local, na região do Recanto do Gravi, zona rural entre Itapira e Mogi Mirim.

A intervenção, entretanto, foi autorizada pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), mas o conteúdo do documento é alvo de questionamentos.

O objetivo da remoção de parte da mata é dar lugar a uma estrada de acesso um novo loteamento habitacional nas proximidades.

As máquinas e homens da Prefeitura chegaram ao local na segunda-feira (7), em pleno feriado da Independência, para iniciar os trabalhos. Porém, a atuação foi paralisada em razão dos protestos pacíficos dos grupos contrários à intervenção.

Além de afirmar que o trecho conta com espécies nativas que não estão isoladas, como afirma a autorização da Cetesb, os manifestantes também apontam a presença de nascentes no local.

Além disso, argumentam que há outras opções para fazer a ligação à área do loteamento. Na segunda-feira, uma das pessoas que protestavam no local chegou a ser levada à Delegacia de Polícia.

Um boletim de ocorrência foi registrado e ela foi liberada. Na manhã desta quarta-feira (9), porém, equipes da Prefeitura retornaram ao local. A informação inicial é de que agora o trabalho consiste na remoção das árvores que já foram cortadas no início dos trabalhos.

Novamente a polícia foi acionada. Conforme apurado há pouco, os trabalhos foram paralisados e é aguardada a presença de unidades da Polícia Militar Ambiental e também de representante da Cetesb.

De acordo com um dos moradores próximos, Luiz Gustavo Pereira, a autorização obtida pelo município também não permite a remoção do material suprimido da área.

“Há até mesmo nascente nessa área e essa autorização foi obtida via internet, ou seja, não houve inspeção da Cetesb. É um desmatamento ilegal, não vemos nenhuma necessidade de que essa estrada passe pela mata”, comentou.

  • IMPASSE

Até o final da manhã desta quarta-feira, a situação ainda era de impasse no local. Viaturas da GCM (Guarda Civil Municipal) também foram deslocadas.

A reportagem pediu uma posição oficial da Prefeitura sobre o assunto e aguarda o retorno. O documento emitido pela Cetesb autoriza a supressão de ao menos sete espécies nativas que estariam “isoladas”.

O documento, assim como mencionado pelos manifestantes, não permite o escoamento da madeira para fora dos limites da área. Os manifestantes também organizaram um abaixo-assinado contra as obras, que pode ser acessado aqui.

Na petição online, os moradores afirmam que a mata tem mais de anos e é o habitat natural de diversos animais silvestre. Ainda segundo informações, os manifestantes também estariam acionando o Ministério Público para pedir a paralisação das obras.

As informações serão atualizadas em breve.