Ação aconteceu na manhã do último domingo em Itapira (Paulo Bellini/ItapiraNews)
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Uma ação ambiental envolveu plantio de mudas, mutirão de limpeza, distribuição de sementes e roda de conversa para marcar o primeiro ano de uma mobilização que impediu a derrubada de parte da mata em uma APP (Área de Proteção Permanente) na região rural do Gravi, em Itapira.

O evento na manhã de domingo (17) reuniu moradores do condomínio de chácaras próximo à área, além de apoiadores da causa e ativistas ambientais. A programação aconteceu no período da manhã e foi bem avaliada pela organização.

A ação foi realizada para lembrar a mobilização de moradores e ativistas ocorrida em setembro de 2020.

Em pleno feriado da Independência da República, uma equipe da Prefeitura chegou ao local e iniciou a derrubada de árvores, desmatando uma área aproximada de 1.200 metros quadrados da APP.

O objetivo era construir uma rua de acesso a um futuro loteamento, mas a obra para implantação da via não teria licença. A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) foi acionada e, após avaliação dos técnicos junto da Polícia Militar Ambiental, os trabalhos foram paralisados.

No evento de domingo houve espaço até para um piquenique, com direito a muita conscientização sobre o tema.

“Foi muito gostoso, vieram mais pessoas do que esperávamos. Fizemos um banco e as pessoas ficaram conversando e lancharam. Outros ajudaram a limpar a área, pois infelizmente ainda há pessoas que jogam resíduos”, comentou a arquiteta Raíssa Cintra, uma das moradoras e líderes do movimento em defesa da mata.

De acordo com ela, também foi apresentada uma oficina de compostagem com uso de folhas aos moradores e proprietários de chácaras. Houve ainda plantio de 11 mudas de árvores nativas.

As crianças também fizeram um cartaz com ilustração do que esperam para o futuro no local, que foi colado justamente na placa que anunciava as obras no espaço. De acordo com a arquiteta, um projeto de recuperação da mata destruída no local nunca foi apresentado pela Prefeitura.

“Agora esperamos sempre fazer atividades de confraternização neste espaço, e também de conscientização. As pessoas ainda não fazem ideia da importância de se ter uma Mata Atlântica aqui na nossa cidade. É preciso lembrar disso sempre”, finalizou Raíssa.

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