Jennifer durante depoimento no Fórum de Itapira, em dezembro de 2020 (Paulo Bellini/ItapiraNews/Arquivo)

O advogado do caso Ísis Helena que representava a mãe da criança, Jennifer Natália Pedro, disse que a história estava próxima de “ter uma reviravolta”.

Jennifer estava presa temporariamente preventivamente na Penitenciária de Tremembé e morreu na última segunda-feira (22). A suspeita é de suicídio, mas a morte é investigada.

“A gente conversava com frequência e o caso estava próximo de ter uma reviravolta, porque o Ministério Público Federal (MPF), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), reconheceu que não houve violência dela contra a filha”, disse o advogado em entrevista ao portal G1.

Oliveira, inclusive, citou um parecer do MPF sobre pedido de habeas corpus, feito em outubro de 2020, cujo texto trata de outra análise sobre os fatos que levaram Jennifer à prisão. A defesa alegava que a mãe já teria encontrado a criança desacordada, não havend violência ou grave ameaça.

Com a morte dela, entretanto, a punição será extinta e, o processo, encerrado. O advogado e sua cliente aguardavam o julgamento do parecer no STJ desde novembro, mas o ato foi adiado por três vezes e não chegou a ser realizado. 

“Era uma prisão preventiva, a decisão não era definitiva. A gente podia conseguir decisão favorável para reclassificar para homicídio culposo”, disse o advogado. “Mas o ministro relator adiou o julgamento por três vezes e acabou não dando tempo do habeas corpus ser julgado. Ela acabou morrendo antes. Estava com bastante esperança”.

O corpo de Jennifer foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Taubaté (SP). O advogado disse que foi realizado exame necroscópico e perícia na cela para identificar a causa da morte. O local de sepultamento não foi revelado.

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