Aeronave era nova, moderna e estava com manutenção em dia (Reprodução/Instagram)
Publicidade - Anuncie aqui também!
Publicidade - Anuncie aqui

O helicóptero Agusta AW109SP Grand New, com prefixo PT-FPS, que decolou do Laboratório Cristália em Itapira e caiu em Campos do Jordão, tinha cerca de dois anos de uso. O modelo foi adquirido pela empresa em 2016, segundo o presidente da companhia farmacêutica, Eduardo Job.

A última manutenção foi no dia 14 de novembro e os pilotos possuíam grande experiência, inclusive tento participado recentemente de cursos de atualização no Exterior. O presidente do Cristália concedeu entrevista coletiva na noite do último sábado (24), logo após a confirmação, pela Força Aérea Brasileira, da localização dos destroços da aeronave e da morte de todos os seis ocupantes.

Estavam no helicóptero a vice-presidente do Conselho do Cristália, Kátia Stevanatto Sampaio, e seu esposo Paulo Sampaio, além do empresário do ramo de marcenaria Ronoel Scholl e a arquiteta Letícia Telles, mais o piloto Antônio Landi Neto e o co-piloto Juliano Martins Perizato.

Dr. Eduardo Job, presidente executivo do Cristália, durante entrevista coletiva após desastre aéreo (Itapira News)

O helicóptero Agusta AW109SP Grand New é conhecido por ser moderno e confortável. “Esse helicóptero era utilizado basicamente nos deslocamentos entre as unidades da empresa”, comentou Job, visivelmente consternado com os acontecimentos. “Estamos chocados e muito tristes, são perdas irreparáveis”, completou.

A aeronave foi localizada por volta das 19h00 pelo Corpo de Bombeiros em um local de difícil acesso. Após a realização da perícia, começaram os trabalhos de remoção dos corpos. Além do Corpo de Bombeiros, agentes da Defesa Civil, Polícia Científica e da Força Aérea Brasileira também participam dos trabalhos.

  • O ACIDENTE

A aeronave decolou a unidade principal do Cristália, em Itapira, às 10h00 de sábado (24), com destino a Campos do Jordão, onde Kátia Stevanatto e Paulo Sampaio possuíam um imóvel que estava em reforma. Justamente por isso, levavam consigo a arquiteta Letícia Telles e o empresário do ramo de marcenaria Ronoel Scholl.

O helicóptero era para ter pousado às 10h50 em Campos do Jordão, mas não chegou ao destino. Um dispositivo acionado quando há impacto na aeronave começou a emitir sinais de rádio. Segundo Eduardo Job, foi aí que integrantes do grupo de Salvamento Aéreo, que receberam os sinais emitidos pela aeronave, entraram em contato com a empresa.

Destroços da aeronave foram localizados em área de serra (Divulgação/Defesa Civil)

“Desde que adquirimos essa aeronave, esse dispositivo já havia acionado duas vezes, mas não tinha havido impacto, foi apenas uma pane sem maiores consequências. Por isso, seguimos o procedimento de aguardar o tempo previsto para o voo, mas o helicóptero não chegou ao destino. Começamos a tentar contato com as pessoas que estavam na aeronave, sem sucesso, e aí já nos preocupamos mais. Infelizmente, desta vez, realmente havia acontecido um acidente”, lamentou.

As buscas começaram logo depois. O local em que o helicóptero caiu é uma propriedade privada na região do Pico do Itapeva e foi isolada para a operação de resgate. A Polícia Militar chegou a usar o helicóptero Águia para sobrevoar a região, mas devido às condições climáticas de chuva e neblina, precisou retornar à base.

Eduardo Job disse que o presidente do Conselho Diretor do Cristália, Ogari de Castro Pacheco, também estava acompanhando todos os desdobramentos do caso, também bastante chocado com a notícia do desastre. Em nota, a empresa lamentou profundamente “a perda irreparável que este acidente causou”. Leia a íntegra abaixo.

COMUNICADO

O Laboratório Cristália informa que na manhã deste sábado, 24 de novembro de 2018, por volta das 10 horas da manhã, o helicóptero PT-FPS saiu de Itapira com destino a Campos do Jordão, com chegada prevista para as 11 horas, quando a aeronave perdeu contato.

Acabamos de ser informados pelo salvaaéro Força Aérea Brasileira de Curitiba que a aeronave foi localizada na região do Pico de Itapeva, próximo na Serra da Mantiqueira e que não há sobreviventes

Estavam a bordo a Dra Kátia Stevanatto Sampaio (acionista e vice presidente do Conselho do Cristália)  acompanhada do marido Dr. Paulo Sampaio  e mais duas pessoas: o profissional de marcenaria  Ronoel Sholl e a arquiteta Leticia Telles.

No comando da aeronave estavam os pilotos Antonio Landi Neto e Juliano Martins Perizato. O Laboratório Cristália lamenta profundamente a perda irreparável que este acidente causou.