O alto índice de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, encontrados em Itapira durante a Avaliação de Densidade Larvária colocou a cidade em situação de alerta.

A pesquisa de infestação ocorre entre os dias 3 e 7 de fevereiro, com o município fechando na classificação 2.0, parâmetro suficiente para o estado de alerta de acordo com o estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Para se ter ideia, o índice mais alto registrado nos últimos anos foi de 2.1 em 2014, um ano antes da epidemia que chegou a provocar mortes na cidade. Diante dos resultados, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica, demonstrou preocupação.

Segundo a Prefeitura, a pasta está intensificando as ações de retirada de criadouros e conscientização da população sobre o combate ao mosquito. A Avaliação da Densidade Larvária foi realizada com visitação de 1.165 imóveis nas áreas 1 e 2 do município.

Pesquisa revela novo risco de epidemia na cidade (Divulgação)

Os tipos de criadouros mais comuns e que estavam com água e larvas são do Tipo C – Móvel (vasos de planta, pratinhos e pingadeiras, potes de alimentação de animais, piscinas desmontáveis, latas, baldes, bandejas de geladeira e outros), Tipo D – Fixos (ralos internos e externos, lajes, calhas, vasos sanitários, piscinas, etc), Tipo E – Pneus, Tipo F – Passíveis de Remoção (latas, frascos, plásticos, garrafas descartáveis, lonas, entulhos de construção, peças/sucatas e outros) e Tipo G – Naturais (oco de árvore ou bambú, bromélias e outros).

Além da intensificação da retirada de criadouros a Vigilância Epidemiológica reforça a necessidade de envolvimento de toda a comunidade na luta contra o mosquito. Ainda segundo a Prefeitura, no último dia 20, uma reunião entre o prefeito José Natalino Paganini (PSDB) e secretários municipais colocou em pauta o reforço dos planos de ação de cada pasta.

Já na tarde da última quinta-feira (27), a secretária municipal de Saúde, Maria Cristina Moreira, informou que pretende mobilizar líderes religiosos e de comunidades para auxiliar na campanha de conscientização da população. Nesse ano, até agora, o município tem três casos confirmados, sendo um autóctone, um importado e um indeterminado. Outros 10 casos suspeitos aguardam resultados de exames.

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