Teste do Pezinho foi ampliado (Divulgação)
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Desde a última terça-feira, 26, o Teste do Pezinho realizado em Itapira por meio da Rede de Atenção Básica à Saúde, está detectando duas novas doenças, além das quatro que já eram diagnosticadas pelo exame.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 29, pela Secretaria Municipal de Saúde. O Teste do Pezinho é um exame obrigatório por lei, que já detecta as doenças Hipotireoidismo Congênito, Fenilcetonúria, Anemia Falciforme e a Fibrose Cística, além de outras hemoglobinopatias.

A ampliação do teste foi estabelecida através de Portaria do Ministério da Saúde, publicada em 14/12/2012, e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em 06/05/2013. O exame permite também agora a identificação precoce da Hiperplasia Adrenal Congênita (falha na produção de hormônios das glândulas supra-renais impedindo que o bebê retenha água) e da Deficiência de Biotinidase (doença que não permite que a criança absorva a biotina, vitamina importante para o sistema neurológico e para a pele).

“O Teste do Pezinho é um procedimento muito fácil e rápido, devendo ser feito nas Unidades Básicas de Saúde urbanas pelos enfermeiros, do terceiro ao quinto dia de vida do bebê, após 48 horas do nascimento”, comenta a secretária municipal de Saúde, Rosa Ângela Iamarino. O exame consiste na coleta de sangue do calcanhar do bebê, através de punção com lancetas esterilizadas e descartáveis, passando esse sangue para um cartão de coleta, que é enviado para análise na Unicamp (Universidade de Campinas).

Segundo a diretora de Rede Básica, Deise Cega Fernandes, as doenças são raras, mas a detecção é importante para evitar a mortalidade precoce ou sequelas graves. “Se o tratamento for iniciado rapidamente, a criança pode levar uma vida normal”, afirmou Deise.

No caso da Hiperplasia, 80 % das crianças morrem nas duas primeiras semanas de vida por um quadro agudo de desidratação. É a forma mais grave da doença (60% dos casos). Já a Deficiência de Biotinidase leva à degeneração do sistema neurológico, ocorrendo convulsões, e como consequência atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e intelectual.

A doença também afeta a pele causando descamações e vermelhidão no corpo. Existe a forma não perdedora de sal e a não clássica. A forma perdedora de sal é a mais grave e causa nas meninas a virilização da genitália externa (malformação genital) e nos meninos, na fase tardia da doença, puberdade precoce.