Uso emergencial de duas vacinas foi aprovado hoje (Divulgação/Anvisa)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou neste domingo (17) o uso emergencial das vacinas CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e de Oxford, da empresa AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

A decisão foi unânime em uma reunião histórica da agência, com duração de cinco horas e transmitida ao vivo. Os pedidos de aprovação de uso emergencial foram feitos pelo Butantã e pela Fiocruz e são referentes a oito milhões de doses.

Logos após a decisão, a primeira dose da CoronaVac já foi aplicada em São Paulo. A primeira brasileira a ser vacinada é uma enfermeira que atua no Hospital Instituto Ribas, na capital paulista, integrante do grupo de risco.

Segundo informações da Anvisa, somente o termo de compromisso assinado pelo Instituto Butantan precisa ser publicado no ‘Diário Oficial da União’, o que pode acontecer ainda neste domingo (17) em edição extra.

Segundo a agência, o termo já está pronto e será enviado ao instituto para ser assinado e publicado assim que assinado. O termo de compromisso prevendo o envio, até o dia 28 de fevereiro, dos resultados sobre a imunogenicidade da CoronaVac foi uma das exigências da relatora do processo para o uso emergencial.

A imungenicidade é a capacidade que uma vacina tem de estimular o sistema imunológico e produzir anticorpos. Segundo Leonardo Filho, estatístico da Anvisa, a eficácia da Coronavac é de 50,4%, em percentual arredondado. Segundo o gerente de Medicamentos, Gustavo Mendes, a eficácia da vacina de Oxford é de 70,42%.

Durante apresentação dos dados, Gustavo Mendes informou ainda que a área técnica da Anvisa recomendou a aprovação do uso emergencial das duas vacinas, “condicionada ao monitoramento das incertezas e reavaliação periódica”. Mendes também ressaltou que há aumento no número de casos e ausência de alternativas terapêuticas.

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