Vanderlei Manoel de Oliveira é coronel da Polícia Militar
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Coronel PM Vanderlei Manoel de Oliveira é secretário municipal de Defesa Social de Itapira e comandante da Guarda Civil Municipal de Itapira
Coronel PM Vanderlei Manoel de Oliveira é secretário municipal de Defesa Social de Itapira e comandante da Guarda Civil Municipal

Na última quarta-feira (30/10) todos os Secretários e Diretores da administração municipal de Itapira estiveram no Bairro do Istor Luppi, acompanhando nosso Prefeito Municipal em um projeto denominado Bairro a Bairro.

Trata-se de uma ação que busca propiciar um canal de comunicação direto entre a população dos bairros e os gestores do município de forma clara, direta e sem intermediadores.

Foi nesse cenário que tive a oportunidade de ser abordado por uma senhora que, indignada, noticiou-me ter presenciado delinqüentes furtando móveis do interior da casa de um morador de sua rua e que a polícia não apareceu. Perguntei-lhe se havia entrado em contato com a polícia e para minha surpresa, disse que não, já que temia ser alvo de algum tipo de represália por parte dos criminosos. E o furto foi consumado e sequer comunicado à Polícia!

Esse episódio evidencia uma lamentável realidade que ainda permeia as relações entre a sociedade e os organismos de segurança que atuam nos municípios do país: desconhecimento, desconfiança e/ou incredulidade.

Faço esta introdução para afirmar que, ao contrário do que muita gente imagina, segurança pública não guarda nenhuma relação direta com a presença massiva de agentes de segurança nas ruas, nas praças e demais locais públicos pois, se tal entendimento procedesse, precisaríamos de um contingente gigantesco de profissionais de segurança da pública administração em cada município, fragilizando ainda mais a capacidade do estado em investir em outros setores importantes para os cidadãos.

Segurança pública é, na realidade, a somatória de ações interligadas e interdependentes que contribuirão para se alcançar a tão desejada sensação de segurança.

Quanto ao cidadão não diretamente envolvido na gestão de segurança, é crucial entender que é parte integrante desse processo complexo e amplo, mas que jamais funcionará satisfatoriamente se as pessoas não exercerem o papel que lhes é reservado nesse aspecto constitutivo da sociedade.

Algumas situações que, se observadas,  precisam ser denunciadas pelas pessoas, na busca por melhoria da segurança da cidade:

– atitudes de vandalismo contra o patrimônio público ou privado;

– tráfico/consumo de drogas em locais públicos;

– utilização de motos/carros para a prática de malabarismos, rachas e outras ações que atentem contra a tranqüilidade e segurança da comunidade;

– pessoas portando armas brancas ou de fogo ostensivamente;

– concentração de desocupados nas portas das escolas, em horários de entrada e/ou saída de alunos;

– veículos estranhos parados na rua, sem placas ou com placas de outras cidades, com vidros quebrados e/ou amassamentos aparentemente recentes;

– veículos estranhos parados com pessoas em seu interior.

Se cada um de nós adquirir o condicionamento de perceber essas situações e entende-las como um risco em potencial à segurança da comunidade, já teremos dado um grande passo.

O próximo passo é saber o que fazer com tais informações, pois se elas não forem devidamente averiguadas, de nada valerá tê-las identificado.

Tal qual na saúde, onde uma dor de cabeça pode ser um sintoma que alerta para algo mais grave, fato que nos leva a procurar um médico, as situações acima podem ser o prenúncio de problemas mais graves que poderão surgir e dos quais somos, todos nós, vítimas em potencial.

O “médico” para essas situações é o agente público de segurança, Policial ou Guarda Civil Municipal que, valendo-se das informações que lhes são comunicadas, saberá para onde ir e o que está ocorrendo naquele local.

Mas, como noticiar esses fatos aos agentes de segurança?

A via mais rápida para a comunicação de irregularidades dessa natureza é através dos telefones 190 – Polícia Militar ou 153 – Guarda Civil Municipal, sendo importante esclarecer que denúncias de irregularidades podem ser feitas de forma anônima, sem qualquer tipo de identificação do denunciante. Mesmo que o atendente solicite seu nome, é crucial entender que não é necessário identificar-se pois, o que realmente interessa, é saber o problema que está ocorrendo para se deslocar um profissional até o local.

Ao formular uma denúncia, procure ter em mente a necessidade de se responder as seguintes indagações e na seqüência a seguir: O QUE?, ONDE?, QUANDO?, COMO?, QUEM?, POR QUE?

Exemplificando:

O QUE?

– furto na casa do Sr. Agostinho

ONDE?

– Rua Francisco das Chagas nº 46 (casa azul com portão branco), Bairro Ingazeiro

QUANDO?

– está ocorrendo agora

COMO?

– arrombaram a porta da frente da casa

QUEM?

– três homens, sendo um alto e gordo vestindo uma bermuda jeans e tênis branco, outro de calça marrom e cabelo comprido, outro careca com camiseta regata azul e está com uma arma na mão

POR QUE?

– O Sr Agostinho está viajando e não tem ninguém na casa.

Como na saúde, foram apresentados sintomas importantes do mal que está ocorrendo e o “médico”, agente público de segurança que atua no município, já tem condições para iniciar um “tratamento” adequado. Em ocasiões futuras, abordarei outros aspectos de segurança.

Coronel PM Vanderlei Manoel de Oliveira
é secretário municipal de Defesa Social de Itapira
e comandante da Guarda Civil Municipal de Itapira.