Encontro não atingiu quorum legal e terá nova edição
Publicidade - Anuncie aqui também!
Encontro não atingiu quorum legal e terá nova edição
Encontro não atingiu quorum legal e terá nova edição
Publicidade - Anuncie aqui

A primeira AGC (Assembleia Geral de Credores) para definir o futuro do parque fabril que abrigava as atividades da Aergi Indústria e Comércio de Papéis, no Cubatão, não reuniu quórum suficiente para votar as propostas de arrendamento da estrutura.

O encontro aconteceu na tarde de quinta-feira (11), no auditório da Acei (Associação Comercial e Empresarial de Itapira), e apesar de atrair pouco mais de 30 pessoas entre credores quirografários, o valor dos créditos dos participantes que esperam receber da massa falida girou em torno de apenas 8% da dívida da empresa – quando deviam superar 50% conforme define a lei.

Com isso, nova assembleia foi convocada para a próxima quinta-feira (18) quando a assembleia então poderá ser instalada com qualquer quórum. Autorizado pelo juiz de direito da 1ª Vara de Itapira, Pedro Rebello Bortolini, o evento coordenado pela empresa KPMG – administradora judicial da massa falida da Aergi – prevê a análise e votação, pelos credores, de propostas para arrendamento das instalações que abrigaram as atividades da empresa do ramo papeleiro.

No local também já funcionou outras empresas falidas, como a Alcici e a Icicla, e mais recentemente a Mello Papéis, que teve sua atuação no local, na forma de arrendamento, considerada irregular pela Justiça. Com isso, em julho deste ano, o imóvel foi lacrado. A intenção com a aprovação do arrendamento é evitar que os maquinários alojados no parque fabril não se deteriorem por falta de uso, bem como o imóvel não seja alvo de furtos e vandalismo.

Com o funcionamento de alguma outra empresa no local, a renda poderá ser empregada para começar a quitar as dívidas com os credores. Os trabalhos na quinta-feira tiveram início às 14h00, com recepção de cadastramento dos credores presentes. Uma hora depois, após computar todos os dados, a sócia da KPMG, Osana Mendonça, informou que, juntos, os créditos representados no local atingiam somente 8% de toda a dívida da massa falida. À reportagem do Tribuna de Itapira, ela afirmou que esse tipo de situação não é nenhuma novidade. “São raros os casos em que se consegue ter o quórum na primeira convocação, mas isso é uma exigência legal”, frisou.

De acordo com ela, até agora três empresas já apresentaram propostas para arrendar o parque fabril – entre elas a Mello Papéis. “Fizemos uma análise da saúde financeira dessas empresas, verificamos a constituição delas e se são realmente do ramo para de fato poder avaliar não somente o valor proposto, mas também a origem delas”, disse. Essa análise será exposta aos credores, que decidirão quais propostas serão votadas. Vence a que tiver a aprovação do maior número de credores, considerando aí o maior volume de créditos. Vale ressaltar que todas as propostas também podem ser rejeitadas e, neste caso, o parque fabril segue inativo. Novas propostas ainda poderão ser apresentadas à KPMG até 48 horas antes da assembleia da próxima quinta-feira.

Publicidade - Anuncie aqui