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A atleta mogimiriana Mirlene Picin disputará em agosto a primeira etapa do Campeonato Sul-americano Biathlon 2019, modalidade olímpica de inverno que reúne o Ski Cross Country + Tiro com Rifle 22).

Ela embarcou no dia 31 de julho para Ushuaia, no Chile. A segunda etapa acontece posteriormente em Bariloche, na Argentina.

As provas em Portillo, no Chile, acontecem nos dias 9, 10 e 12 deste mês. Em seguida, ela segue para Bariloche, na Argentina, onde disputa novas provas nos dias 28, 29 e 30.

A maior medalhista brasileira em sulamericanos atualmente é Piedade Coutinho, da Natação, com 30 medalhas. Ela faleceu em 1997 aos 77 anos. Mirlene aparece na segunda posição deste ranking, com 28 medalhas conquistadas de 2009 a 2018.

Do total das 28 medalhas, 23 são em provas que reúnem o Ski e o Tiro, e cinco em provas de Ski, todas em eventos válidos como campeonatos sulamericanos (ou continentais) das modalidades olímpicas de inverno.

Mirlene Picin encara novos desafios no Chile e na Argentina (Divulgação)

 

  • As possibilidades 

Mirlene possui seis chances de conquistar medalhas em 2019, e todas estarão em jogo no Campeonato Sul-ameircano de Biathlon. Serão três provas no Chile, na Escola Militar situada na estação de ski de Portillo, a três mil metros de altitude.

As outras três provas acontecem na Argentina, em Bariloche, no centro de ski de Cerro Otto. O quadro de provas, contudo, pode ser reduzido por eventuais condições climáticas que incluem muita nevasca ou mesmo ausência de neve.

Mirlene Picin foi a primeira atleta brasileira do sexo feminino a competir no Biathlon de Inverno. A estreia aconteceu no sulamericano de 2008. Também foi a primeira mulher brasileira a competir na Europa nesta modalidade.

A primeira medalha brasileira no Biathlon entre homens e mulheres também é de Mirlene Picin, um Ouro, conquistado na prova de Sprint no sulamericano de 2009. A mogimiriana ainda registra outro dado: é a única brasileira, entre homens e mulheres, campeã sul-americana overall (soma das duas etapas).

O título foi conquistado em 2011 com uma soma de 3 medalhas de ouro e 2 de prata. “A verdade é que atingir essa marca de mais de 30 medalhas seria muito gratificante e um resultado realmente expressivo, marcante, mas estou tentando tirar essa pressão e pensar de forma diferente”, diz Mirlene.

De acordo com ela, o objetivo é, ao final das seis provas, figurar entre as três primeiras colocadas na somatória geral dos pontos. “É claro que figurar entre as três significa conseguir medalhas, mas sem essa ideia fixa de entrar para a história. Quero competir bem, e realizar boas provas, ser consistente durante o mês, já que é uma competição longa e intensa, e com o tiro tudo pode acontecer”, finaliza.