Erradicação de leucenas motiva polêmica em Itapira (Paulo Bellini/Itapira News)
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O Movimento Popular ‘Se a Cidade Fosse Nossa’ agendou para esta quarta-feira (20) uma audiência pública para debater a questão das matas ciliares do Ribeirão da Penha, do Rio do Peixe e do Córrego Santa Bárbara.

O evento é aberto à participação da comunidade e acontece a partir das 19h00 na Escola Estadual ‘Antônio Caio’. Inicialmente, a audiência seria abrigada na Câmara Municipal, mas precisou ser alterada em razão de obras na sede do Legislativo.

Entre os principais temas a serem abordados está o programa de erradicação das leucenas – consideradas espécies invasoras – para substituição por árvores nativas.

As intervenções provocaram mudanças visuais drásticas nas paisagens às margens dos cursos d’água que cortam a área urbana da cidade, especialmente ao longo da Avenida Paulo Lacerda Quartim Barbosa, no Parque Santa Bárbara, e em diversos trechos ao longo do Ribeirão da Penha.

Para o debate, foram convidados representantes de várias secretarias da Prefeitura, entre elas a de Obras, de Planejamento e de Agricultura e Meio Ambiente, bem como do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), além de profissionais liberais ligados à área de arquitetura e urbanismo e representantes de grupos e associações de proteção e preservação do meio ambiente.

  • RESPOSTAS

O advogado Cristiano Florence, um dos integrante do coletivo que organiza o evento, disse que a questão sobre as leucenas deverá mesmo ser uma das pautas centrais do debate.

“Você questiona a Prefeitura e ninguém sabe quem mandou fazer essa erradicação. Chamo de erradicação mesmo, pois até agora não foi plantada nenhuma outra árvore no lugar. Por que tanto empenho nessa erradicação? Sabemos que é uma espécie exótica, mas cumpria em parte o trabalho de mata ciliar”, argumenta.

Os organizadores também buscam respostas sobre os projetos de proteção e manutenção da qualidade da água do Ribeirão da Penha e do Rio do Peixe, bem como se as reclamações sobre a chegada de água com coloração anormal nas torneiras das residências possui alguma relação com a “demora para o início do reflorestamento com árvores nativas”.

O coletivo também questiona quais os motivos que levaram a administrar a optar pela execução desse trabalho sem apresentar, antes, um projeto público detalhado, bem como quais projetos de construção de pontes e ruas ainda existem para as margens dos rios.

“Tais respostas, sabemos, não são simples. Por isso a necessidade da chamada audiência pública das matas ciliares. Fazendo desta uma oportunidade para todos os cidadãos compreenderem melhor os rumos que nossa Itapira está traçando”, diz o convite.