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As aulas presenciais nas escolas de Itapira não deverão mais retornar neste ano, informou a secretária municipal de Educação, Maria Elizabeth Brianti de Melo.

A afirmação foi feita durante entrevista radiofônica na manhã da última segunda-feira (21). De acordo com a secretária, a medida abrange as escolas municipais, estaduais e privadas.

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O decreto confirmando a decisão deverá ser publicado nesta quarta-feira (23) pelo prefeito José Natalino Paganini (PSDB), segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura.

A medida está amparada na orientação do Comitê Gestor da Crise do Coronavírus em Itapira.

Embora inicialmente a decisão afete também as escolas estaduais e privadas, a secretária ponderou que estes segmentos poderão voltar a consultar o Comitê Gestor após 15 dias a contar da publicação do decreto, caso haja interesse.

Porém, de qualquer maneira, a decisão estará mesmo condicionada ao prefeito, conforme definição do Governo do Estado na semana passada.

Em nível estadual, para o dia 7 de outubro, está autorizada a retomada apenas para alunos do Ensino Médio e do EJA (Educação de Jovens e Adultos). Para as escolas do Ensino Fundamental a retomada foi adiada para 3 de novembro, também condicionada à decisão das prefeituras dos 645 municípios paulistas.

As aulas presenciais estão interrompidas desde março, quando começou a quarentena em razão da pandemia. “Entre erros e acertos, a educação remota está caminhando. Então, para voltar agora e [correr o risco de] parar de novo, ficar nesse vai e vem, nos levou à conclusão de que é melhor finalizar esse ano com o ensino remoto”, disse Maria Elizabeth.

Além da sinalização contrária à retomada das aulas presenciais pela Secretaria Municipal de Saúde, a secretária também alegou que uma pesquisa realizada com os pais de alunos da rede municipal apontou que 78% não consideravam mandar os filhos de volta à escola neste momento.

Nos 22% restantes há uma estimativa de 15% dos que concordariam com o retorno e 7% que não se manifestou. Já entre os professores e demais profissionais da área educacional do município, 85% disse não se sentir seguro para retomar as atividades presenciais.

O assunto sobre a possível retomada foi debatido em reunião virtual na última sexta-feira (18) pela comissão que avalia o tema. A decisão também foi submetida ao Conselho Municipal de Educação.

Com a sinalização contrária à retomada pelo Comitê Gestor, a administração já não pretende mais abrir a consulta pública sobre o retorno ou não das aulas nas escolas neste ano.

  • 2021

No próximo ano, o início do ano letivo é previsto para fevereiro. Para a secretária, será um ano “bastante complicado” para a área educacional. “Será um ano muito difícil e teremos um programa de apoio pedagógico para auxiliar”, pontuou.

Por enquanto, ela pede aos pais que não deixem de participar dos grupos digitais criados para manter a comunicação entre os professores e os alunos. Segundo ela, um cronograma de recuperação será implantado no próximo ano e vai até 2022.

Maria Elizabeth comentou que a decisão de não retomar as aulas presenciais está embasada principalmente na dificuldade de garantir que os alunos sigam todas as medidas de segurança necessárias para conter a pandemia.

“O protocolo de retomada é muito rigoroso. Por exemplo, se uma criança da turma apresentar sintomas suspeitos, toda a turma e seus professores teriam que ser isolados por 14 dias. Isso também afetaria outras escolas, já que os professores têm jornada dupla. Além disso, tem a questão dos contratos, como da empresa de merenda. Não seria prudente voltar agora”, opinou.

Ela lembrou ainda que outras cidades da região, como Mogi Mirim e Mogi Guaçu, também já decidiram por não retomar as aulas presenciais neste ano.

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