Parreira em 2009, sendo preso após manter mulher como refém em canavial (Reprodução/Tribuna de Itapira)
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Quase 10 anos antes de tirar a própria vida depois de assassinar a ex-companheira e fazer a filhinha como refém, Marcos Roberto Parreira já havia dado mostras do que era capaz. Em um domingo, 31 de maio de 2009, ele permaneceu por sete horas mantendo outra mulher como refém, com uma faca em seu pescoço, em meio a um canavial.

Na época ele tinha 25 anos e a mulher, 36. Ela havia desaparecido quatro dias antes. Naquele domingo, quando efetuavam patrulhamento pelas proximidades da antiga vicinal entre Itapira e Mogi Guaçu, mais precisamente na região da Usina Nossa Senhora Aparecida, equipes da Guarda Municipal se depararam com o homem e a mulher.

Ao perceber que seria abordado, Parreira sacou uma faca e passou a mantê-la como refém. O local foi cercado por guardas e policiais militares, além de representantes do Ministério Público. Na ocasião, o então promotor André Luiz Brandão auxiliou nas negociações que se estenderam por cerca de sete horas.

Em um momento de distração do sequestrador, policiais agiram rapidamente e conseguiram dominá-lo. Parreira foi autuado por sequestro e lesão corporal e permaneceu algum tempo preso até retornar às ruas. Já no domingo do segundo turno das eleições deste ano, dia 27 de outubro, ele voltou a ser detido por guardas municipais depois que Larissa Carolina Bernardes acionou as viaturas narrando que ele havia lhe agredido fisicamente e estava ameaçando-a de morte.

Porém, por conta da lei das eleições, que impede prisões em flagrante, ele acabou não permanecendo preso. O casal então se separou. A mulher não podia imaginar, porém, o destino trágico que se aproximava. No último sábado ela foi até a casa em que o ex-companheiro estava morando, na região do Istor Luppi e José Tonolli, para cobrar a pensão da filha dos dois, de apenas um ano e oito meses.

Os dois discutiram e Parreira atacou a mulher com uma faca, desferindo cerca de 20 golpes. Depois, manteve o próprio pai, liberado momentos depois, e a filha – novamente por várias horas – como refém. O desfecho lamentável e chocante foi o que toda a comunidade itapirense e regional acompanharam, em mais um caso de violência contra a mulher que ganhou as manchetes na imprensa nacional.