A Usina Nossa Senhora Aparecida, em Itapira (Arquivo/Itapira News)
publicidade

O GVO (Grupo Virgolino de Oliveira) – detentor da Usina Nossa Senhora Aparecida, em Itapira – é alvo, na Justiça, de um pedido de falência solicitado pelo Banco Fibra.

O pedido deu entrada na semana passada no Fórum de Santa Adélia (SP) e agora aguarda decisão. O valor da ação é estipulado em R$ 2,53 milhões, segundo o TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo).

O GVO também possui usinas nas cidades de Catanduva, Monções e José Bonifácio, todas em território paulista, mas há anos enfrenta dificuldades com alto grau de endividamento.

Em maio do ano passado, a própria direção do GVO anunciou um plano de recuperação financeira extrajudicial – sem intervenção da Justiça – para renegociar cerca de 760 milhões de dólares em dívidas.

Segundo informações da época, antes de ser aprovado o plano foi previamente negociado junto a um grupo de credores. Caso a decisão da Justiça seja favorável ao pedido do Banco Fibra, um administrador judicial deverá ser nomeado para levantar todos os bens e ativos da companhia sucroalcooleira.

A reportagem solicitou posicionamento do GVO sobre a ação e aguarda retorno.

  • TRÂMITE

Consultado pela reportagem sobre este novo fato envolvendo a crise econômica do Grupo Virgolino de Oliveira, o advogado Cristiano Florence disse acreditar que a companhia irá quitar a dívida com o banco ou entrar em acordo, uma vez que considera o valor relativamente baixo.

Para ele, a decretação da falência também não seria positiva aos credores – especialmente a trabalhadores que também cobram na Justiça o pagamento de direitos e indenizações. “Penso que a falência não seja a melhor solução, pois ela trava tudo”, explica.

Com isso, entre todo o processo de arrecadação dos bens, avaliação dos credores prioritários e definição dos créditos a serem pagos, poderiam se passar muitos anos. “Isso dificulta ainda mais para que os trabalhadores recebam seus créditos”, diz.

Além disso, o advogado lembra ainda que também existe muita gente trabalhando nas usinas e que não possuem ações judiciais. Uma eventual falência elevaria ainda mais o montante devido pela companhia.

Print Friendly, PDF & Email

Publicidade - Anuncie aqui