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A notícia sobre a renúncia do vereador Rafael Donizete Lopes (PROS) repercutiu na primeira sessão da Câmara Municipal após a drástica e surpreendente decisão, nesta terça-feira (4).

O assunto foi abordado por vários parlamentares durante o Pequeno Expediente, espaço dedicado à livre manifestação dos vereadores.

Integrante da bancada oposicionista, Beth Manoel (PSL) foi quem discorreu sobre o tema de maneira mais contundente. “Perdemos um soldado, mas ainda não perdemos a guerra”, falou ao iniciar seu discurso na tribuna do plenário.

Embora Lopes tenha atribuído sua renúncia a questões pessoais e particulares, a vereadora deu a entender que faz outra interpretação do que poderiam ser os reais motivos que levaram à decisão. “Infelizmente a velha política é feita de pressões, ameaças e perseguições infundadas, por aqueles que acham que o município é o quintal de suas próprias casas”, continuou.

Lopes renunciou ao mandato na segunda-feira, pegando de surpresa até colegas de bancada (Arquivo/Itapira News)

Beth Manoel lembrou ainda os processos enfrentados pelo vereador após o racha com o grupo situacionista. “Atacar um vereador, como o Dr. Rafael foi atacado em seus seis anos de mandato é mais do que o ataque a uma pessoa, é um grave ataque ao Estado Democrático de Direito. Ameaçar um representante do povo é ameaçar todo um município”.

A vereadora também disse que é preciso mudar a forma de se fazer política em Itapira e afirmou que a renúncia do colega representa uma grande perda à democracia e ao município.

“Que hoje cada um olhe para as suas mãos e faça uma reflexão do quanto contribuíram para a situação que enfrentamos com a renúncia de um vereador. Que cada um aqui saiba do tamanho da responsabilidade que tem. Perde a democracia, perde a população de Itapira, perdemos todos nós. Estamos juntos, e a guerra seguirá. Não há intimidação que segure a vontade popular”, finalizou.