Espetáculo agradou em duas apresentações
Publicidade - Anuncie aqui também!
Espetáculo agradou em duas apresentações
Espetáculo agradou em duas apresentações
Publicidade - Anuncie aqui

A Cia Talagadá comemora o resultado das quatro apresentações do espetáculo ‘Cabeça Oco’, encenado nas dependências da Escola Ativa, região do bairro Santa Fé. Foram duas sessões na noite de sábado e mais duas na noite de domingo, com lugares limitados e praticamente tomados pelos expectadores em todas as apresentações.

A peça, oferecida gratuitamente, proporcionou ao público uma reflexão sobre a alienação humana, mesclando o uso de bonecos e a atuação dos próprios atores da Cia, os itapirenses Danilo Lopes, João Bozzi e Valner Cintra. A circulação da montagem foi subsidiada com recursos estaduais, por meio de um edital do ProAc (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo), que contemplou o projeto apresentado pela Cia, em 2012. A apresentação em Itapira ocorreu depois que o espetáculo já havia sido apresentado em cidades como Amparo, Atibaia e Mogi Mirim.

“Apresentar a peça em Itapira foi mais que especial. Trazer nosso trabalho para nossa própria cidade fortalece nossa luta pela mudança cultural, principalmente na área teatral”, comentou Lopes. “Desenvolver o teatro no interior é muito difícil, ainda mais para nós, artistas, que ainda somos taxados de pessoas sem profissão, já que muitas pessoas ainda não tem consciência de que esse é o nosso trabalho”, complementou.

O espetáculo também será apresentado em Mogi Guaçu, no próximo dia 13, no Teatro Tupec do Centro Cultural, e no dia 16, também deste mês, na Casa da Cultura de Bragança Paulista, totalizando nove apresentações pelo ProAc. “A partir disso, o espetáculo caminha por conta própria. Já temos projetos de ficar em cartaz em São Paulo e em outras capitais”, destacou Lopes. De acordo com ele, a surpresa maior durante as quatro apresentações em Itapira foi a percepção da formação de público para as artes cênicas. “Recebemos um público muito bacana em todas as sessões. O mais interessante foi perceber que esse público não era formado somente por amigos e familiares. Havia pessoas que não conheciam nosso trabalho em todo esse tempo, desde o Pirandello (extinto grupo que também contava com os atores itapirenses). Isso me faz acreditar que estamos no caminho certo da formação de público e, principalmente, do desenvolvimento artístico da cidade”, avaliou.

O ator também afirmou que o sentimento de todas as pessoas envolvidas no espetáculo é de “missão cumprida” e de alegria pela “repercussão” da peça por todos os lugares em que ela é apresentada. “Ficamos felizes por, além de fazer teatro, utilizá-lo como uma ferramenta de transformação de pensamento, de atitudes e de consciência. Muitos esperam que o teatro de formas animadas fica apenas na linha infantil de entretenimento. A gente vai além disso, utilizando o boneco oco a gente o coloca como nossa própria imagem e semelhança, e isso faz com que o público se identifique e viva o drama apresentado”, concluiu Lopes. Além das apresentações do ‘Cabeça Oca’ em Mogi Guaçu e em Bragança, o grupo também se prepara para encenar outra montagem, o ‘Na Boca do Lixo’, em Hortolândia, no dia 18 deste mês.

 

Publicidade - Anuncie aqui