Sofia trava luta contra doença crônica: transplante é última esperança (Reprodução/Arquivo Pessoal)
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Sofia trava luta contra doença crônica: transplante é última esperança (Reprodução/Arquivo Pessoal)
Sofia trava luta contra doença crônica: transplante é última esperança (Reprodução/Arquivo Pessoal)
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Uma campanha de financiamento coletivo pela internet tenta arrecadar recursos para auxiliar no tratamento de saúde da jovem itapirense Sofia Caza de Dio, 20, que há três anos trava uma incessante batalha contra a Doença de Crohn. A patologia provoca uma inflamação crônica no intestino e ataca o revestimento do trato digestivo.

Apesar de não ter cura, o tratamento pode ajudar a amenizar os sintomas que envolvem fortes dores abdominais, diarreia, anemia, febre, fadiga, intolerância a alimentos, desnutrição, cansaço, artrite e outros problemas intestinos que resultam em fístulas, abscessos e úlceras, por exemplo. Em alguns casos, a doença pode levar o paciente à morte, dependendo dos desdobramentos dos problemas desencadeados.

Depois de passar por quatro cirurgias no ano passado – sendo que em uma delas partes do intestino e do apêndice foram removidos – os medicamentos já não estão apresentando os efeitos esperados. Por isso, o transplante de medula óssea se tornou a última esperança da jovem, que atualmente nem mesmo pode estudar devido aos problemas de saúde. “Algumas pessoas podem não apresentar sintomas por quase toda a vida, enquanto outras apresentam sintomas crônicos graves que nunca passam. Há três anos passo por tudo isso, quando descobri a doença ela já estava em seu estado avançado, pois os médicos demoraram a descobrir o que eu realmente tinha”, conta Sofia na mensagem da campanha.

Antes mesmo do diagnóstico, ela já vinha de uma saga de dois anos em busca de respostas aos sintomas. Os últimos três anos, segundo ela, foram de “pura angústia, dor e uma tortura tanto física como emocional”. “Quase reprovei na escola por conta de faltas e até hoje não comecei a faculdade por conta da doença. As internações foram inúmeras, que não dá pra contar. E mesmo depois de todas essas cirurgias eu ainda não estou bem, minha última colonoscopia mostrou que estou com úlceras profundas e parte do intestino com estenose (estreitamento da cavidade) e, como a doença afeta as articulações, eu fico travada, meu pés, mãos, joelhos, tudo incham e dói demais”, relata a jovem.

De acordo com Sofia, todas as possibilidades medicamentosas já foram esgotadas e não existe mais medicação no mercado que possa lhe trazer algum conforto e progresso na luta contra a Doença de Crohn. “Eu não tenho vida, estou perdendo muitas coisas por conta da doença, não consigo fazer as coisas que uma pessoa jovem na minha idade faz, eu não saio com meus amigos, eu não saio com meu namorado, eu não consigo viajar, não consigo fazer os doces que tanto amo fazer, não faço nem se quer faculdade porque sempre estou com dor, dor e dor. Eu não aguento mais viver assim e minha única saída é o transplante de medula óssea”, desabafa.

O procedimento, a ser realizado em um hospital de São José do Rio Preto (SP) deverá ocorrer em novembro. O transplante é o chamado autólogo – ou seja, utiliza as próprias células-tronco do paciente, que são tratadas e ‘devolvidas’ ao organismo. Já foram realizados 20 procedimentos do tipo no Brasil em casos da doença como a de Sofia, com excelentes resultados. “Até agora todos tiveram remissão total da doença, não tomam nem mais as medicações e não sofrem mais com os sintomas, passam a ter uma vida normal”, enfatiza Sofia.

RECURSOS

Campanha começou este mês e segue até setembro (Reprodução)
Campanha começou este mês e segue até setembro (Reprodução)

A campanha foi lançada no último dia 6 em uma plataforma online de financiamento coletivo, com prazo de arrecadação até 3 de setembro. O objetivo é arrecadar R$ 15 mil, que serão utilizados para custear as despesas antes, durante e depois do transplante. Os custos envolvem desde medicamentos e suprimentos necessários ao tratamento, até alimentação especial e estadia da jovem no hospital durante aproximadamente quatro meses – período em que ela terá a companhia da mãe, Érika Cristina Camilo Trevelin, 40.

A campanha está disponível neste link. Para contribuir é necessário preencher um breve cadastro, que inclui o valor a ser destinado, com efetivação via boleto ou cartão de crédito. Não há doação mínima, qualquer ajuda é bem vinda. Até a manhã desta quinta-feira (9), a campanha já havia recebido pouco mais de R$ 1,9 mil – cerca e 13% do total estabelecido – e ainda havia outros R$ 995,00 a confirmar. Também há a opção de contribuir diretamente via depósito bancário (Banco do Brasil – Agência 65439 – Conta corrente 196209-4 em nome de Érika Cristina Camilo).