Castramóvel segue parado debaixo de um rancho na Secretaria Agricultura e Meio Ambiente (ItapiraNews)
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A novela em que se transformou o assunto envolvendo o Castramóvel em Itapira pode ter entrado em seus capítulos finais após 30 meses de espera.

A Prefeitura informou que o tão esperado início das atividades do trailer destinado à castração de cães e gatos agora só depende da aprovação de um Projeto de Execução do Mutirãpo de Esterilizações pelo CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária).

“Toda a documentação já foi enviada ao referido órgão”, destaca nota emitida pela administração na última sexta-feira (27). A empresa que será responsável pelo serviço já está definida desde abril.

A AA Mazon– ME será a responsável pelas esterilizações de 600 castrações de cães e gatos. “Também foram contratadas as diárias de internação para animais que não puderem ser liberados no mesmo dia e microchips de identificação”, diz a nota.

O custeio dos procedimentos será feito com recursos de emenda parlamentar de R$ 100 mil destinada ao município pelo deputado federal Ricardo Izar (Republicanos/SP) por meio do Ministério do Meio Ambiente.

Enquanto a aprovação do projeto de execução pelo CRMV segue pendente, a Prefeitura pretende iniciar a seleção das famílias por meio de análise socioeconômica. Os interessados ainda podem realizar o pré-cadastro pelo site www.itapira.sp.gov.br, na Aba Serviços e no ícone ‘Cadastro Castramóvel’.

O Castramóvel está parado em Itapira desde dezembro de 2019. O equipamento foi adquirido por R$ 149 mil com verba conquistada pela então vereadora Marisol Garcia. Em 2020 a Prefeitura investiu mais R$ 105 mil na aquisição dos equipamentos necessários ao centro-cirúrgico itinerante.

“Somente após isso é que a Prefeitura pode solicitar autorização do CRMV para funcionamento do castramóvel. Contudo, em 2021, mesmo com a autorização do CRMV para utilização do castramóvel, a empresa vencedora da licitação realizada em 2020 não havia cumprido todos os trâmites legais definidos no Termo de Referência”, destaca a nota da Prefeitura.

Em março de 2021 a empresa informou que não tinha interesse em prorrogar o contrato e a Prefeitura precisou iniciar do zero um novo processo de licitação. Contudo, nessa mesma época houve o agravamento da pandemia do coronavírus, com maior alocação de recursos financeiros na Secretaria Municipal de Saúde.

Para tentar agilizar o início dos mutirões de castração, em abril de 2021 foi enviado para aprovação da Câmara de Vereadores um projeto de lei que previa a celebração de convênio entre entidades da sociedade civil e a Prefeitura para a realização das esterilizações.

“Porém, mesmo depois de aprovada, a proposta não teve sucesso pela dificuldade das ONGs em administrarem a prestação do serviço”, finaliza a nota.

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