Abertura de estrada motiva polêmica em Itapira (Paulo Bellini/ItapiraNews)
Publicidade - Anuncie aqui também!
Publicidade - Anuncie aqui

A Cetesb (Companhia Ambiental de São Paulo) embargou a intervenção que vinha sendo feita pela Prefeitura em uma APP (Área de Preservação Ambiental) na região do Recanto do Gravi, zona rural entre Itapira e Mogi Mirim.

Para o órgão, a atividade que vinha ocorrendo desde segunda-feira (7) no local não era compatível com a autorização expedida anteriormente e que mencionava a supressão de “árvores nativas isoladas”.

Mantenha-se bem informado: curta nossa página no Facebook, siga-nos no Instagram e também pelo Twitter

Além da Cetesb, a Polícia Militar Ambiental também esteve na área. A intervenção tem por objetivo a abertura de uma nova estrada que fará a ligação entre o condomínio de chácaras e um novo loteamento habitacional.

Desde o último fim de semana um grupo de moradores e de ambientalistas já vinha mobilizado para tentar impedir a derrubada das árvores. Com fotos e vídeos, eles demonstraram que há até mesmo nascentes na área.

Equipe da Cetesb esteve no local e constatou irregularidade (Paulo Bellini/ItapiraNews)

Segundo a Cetesb, a mata no local é considerada de regeneração e a autorização obtida via internet previa a intervenção em uma área de mil metros quadrados, mas as obras iriam além, atingindo fragmentos da vegetação.

A Polícia Ambiental atuou em caráter de apoio ao órgão fiscalizador, que emitiu um auto de infração ao município. Representantes das secretarias municipais de Agricultura e Meio Ambiente e de Serviços Públicos foram comunicados no local sobre a interrupção dos serviços.

O caminhão carregado com os materiais oriundos dos cortes já realizados foi autorizado a deixar a área. Segundo a Cetesb, para retomar os trabalhos, a Prefeitura terá que adequar o projeto à autorização concedida e atuar de acordo com o que prevê a licença.

Ambientalistas comemoraram paralisação das obras (Paulo Bellini/ItapiraNews)

Os manifestantes afirmam que há outras alternativas para permitir a ligação ao novo loteamento sem necessariamente interferir na APP. Um abaixo assinado organizado pelos moradores na internet para impedir a obra já soma perto de 2.200 assinaturas nesta tarde.

  • OUTRO LADO

A reportagem manteve contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura, que ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.