Paganini apresentou Ribeiro como o novo secretário de Defesa Social
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Paganini apresentou Ribeiro como o novo secretário de Defesa Social
Paganini apresentou Ribeiro como o novo secretário de Defesa Social

Desde quinta-feira (12) a Secretaria Municipal de Defesa Social está sob o comando do servidor Clayton Ribeiro, 56.

Com uma carreira de 24 anos na Prefeitura de Itapira, ele passa a dirigir interinamente a pasta que comanda o Departamento de Trânsito e Transportes Públicos – que desde o início do atual governo já estava sob sua direção – a Defesa Civil e a GCM (Guarda Civil Municipal).

O anúncio de um novo comandante para a GCM era esperado desde o dia 06, quando o prefeito José Natalino Paganini (PSDB) exonerou o então diretor da corporação, Cícero Firmino de Souza. O ato foi reflexo direto do movimento grevista do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itapira, que ganhou adesão de quase todo o efetivo da GCM.

A entrada de Ribeiro na função de secretário de Defesa Social interrompe um período de comando militar na corporação em vigor desde janeiro de 2013, quando grupo ‘União por Itapira’ passou a administrar a cidade. No anúncio do secretariado de Paganini, o coronel aposentado da Polícia Militar Vanderlei Manoel de Oliveira foi apresentado para comandar a pasta. Em janeiro deste ano, porém, ele foi exonerado, com o posto passando a ser ocupado por Cícero Firmino de Souza, cabo aposentado da Polícia Militar. Ele permaneceu apenas seis meses no cargo, que agora passa a ser ocupado por um servidor de carreira. Administrador hospitalar por formação, durante a administração passada Ribeiro atuou na área da Saúde, sendo remanejado para o primeiro escalão municipal no início do atual governo.

A atuação frente à GCM, contudo, não é novidade para o servidor, que participou da fundação da corporação em 1997. O que não impede que o assunto seja visto como um novo desafio. “Inédito não é, pois participei de um grupo que esteve alguns anos à frente da Guarda, no começo, com a ajuda fantástica do capitão do Exército Ruy Machado, de Mogi Mirim. Mas, hoje é um grande desafio, dado os últimos acontecimentos e pela situação que se formou em torno da Guarda. É um desafio, mas confio no meu taco e o pessoal já me conhece, acho que tenho a maioria comigo”, comentou.

O anúncio, na quinta-feira, foi feito às 10h00 no Ginásio de Esportes ‘Santo Breda de Oliveira Sobrinho’. Toda a corporação da GCM, Defesa Civil e Departamento de Trânsito foi convocada para acompanhar o ato. A notícia não surpreendeu a todos. Conforme apurado pela reportagem junto a alguns guardas, a nomeação de Ribeiro já era esperada de alguma forma. Só não havia certeza. Durante o anúncio, Paganini garantiu que Ribeiro terá total autonomia e liberdade frente à GCM.

Segundo o prefeito, a escolha do diretor de Trânsito para assumir a Secretaria Municipal de Defesa Social ocorreu “de forma espontânea”. “Quando decidi pela exoneração do Souza eu já pensei em uma alternativa, e pensei no Clayton sem saber se ele ia aceitar ou não”, comentou o prefeito, após a apresentação do novo comando aos agentes. Ele afirmou que fez o convite a Ribeiro na mesma noite em que Souza foi exonerado. “No dia seguinte nos reunimos e ele deu a resposta. Só não anunciei no mesmo dia porque estava tudo muito conturbado”.

Ao falar pela primeira vez aos guardas como secretário da pasta que os administra, Ribeiro falou em “respeito à hierarquia”, disse que muitos membros da corporação já conhecem seu “modo de trabalho” e deixou uma mensagem que mais soou como recado. “Quem estiver fardado, uniformizado, não vai ficar fingindo que está trabalhando”, disparou. Mais tarde, em entrevista ao Tribuna, complementou a frase, afirmando que “é o mínimo que o funcionário público pode fazer em retribuição à população”. “Principalmente sendo uma autoridade fardada e armada que deixa a desejar em relação ao atendimento. Isso não será admitido”, frisou.

O agora secretário disse que pretende se inteirar sobre os assuntos e sobre o ambiente da GCM nos próximos dias, e não descartou mudanças nos comandos de equipes e outros setores, por exemplo. “Estou há muito tempo fora e agora vou começar a rever tudo. Tudo vai ser revisto e analisado. A princípio não terá mudanças, mas vamos estudar tudo caso a caso. Nossa Guarda já foi modelo na região, vamos nortear as coisas para que fluam bem e tentar implantar aquilo que achamos que é o mínimo necessário para que (a GCM) atue bem e faça um bom serviço”, destacou.

Anúncio foi feito na manhã de quinta-feira
Anúncio foi feito na manhã de quinta-feira

Antes dos dois militares citados, ainda na administração de Antonio Hélio Nicolai, o Toninho Bellini, o guarda civil municipal Heraldo Donizete Sabadini dirigia a corporação. Paganini disse não ter sido “feliz” ao adotar duas “soluções militares” em seu governo. “Lembro-me que tinha muitas reclamações (do comando) nas administrações passadas, mas a princípio eu achei que não teria esse problema. Como estávamos buscando parcerias com as Polícias (Civil e Militar), visualizei que (a GCM) tinha que ser administrada por militar, mas não fui feliz nisso por duas vezes”, reconheceu.

Para o prefeito, a expectativa é que a nomeação de Ribeiro resulte em bons frutos para a GCM. “A administração pública é uma coisa que ainda continua nova pra mim. Mas, assim como na iniciativa privada, sempre tenho esperança que tudo corra bem”. De acordo com o prefeito, a GCM deve atuar como um “complemento” no setor de Segurança Pública do município. “A Guarda têm seus limites. Evidentemente que deve defender o patrimônio público, mas ela pode ser um algo a mais, só que isso deve ser como apoio, como um complemento”, afirmou.

Sobre comentários de que a adesão de guardas civis municipais poderá ser alvo de punição, Paganini disse que a “liberdade de greve é ampla”, mas fez ressalvas. “Independente de ter ou não greve, se o funcionário não seguir determinações ele tem que ser realmente punido. Deve respeitar hierarquia e ser correto. Eu vejo dessa forma, seja concursado ou comissionado. O Clayton foi muito feliz quando disse que não se pode fingir de trabalhar”, finalizou.

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