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via FPF

Com 70 anos de fundação, a Itapirense nunca tinha disputado a Copa São Paulo Jr. até a atual edição. Sede do Grupo 19 e vindo de um recente título da 2ª Divisão do Campeonato Paulista Sub-20, o time de Itapira surpreendeu a todos – até mesmo o técnico Reginaldo Lima -, bateu de frente contra categorias de base mais experientes, deixou para trás o tradicional Fortaleza-CE e terá na segunda fase da Copinha o Avaí-SC nesta sexta-feira (12), às 18h, no Chico Vieira. 

“O resultado final do trabalho chegou a surpreender positivamente. Um time formado em pouco tempo conseguiu o título do Sub-20 e agora fez três bons jogos. Não foi só a classificação, como o time pequeno do grupo e por ser a sede, mas a maneira em que a equipe jogou. Merecemos ganhar as partidas e em momento nenhum abrimos mão do jogo. A cidade foi contagiada na reta final do Paulista e o público tem ido esse ano também”, disse Reginaldo Lima.

Em sua chave, o Itapirense estava ao lado do time cearense, Volta Redonda-RJ e Estanciano-SE. A estreia no torneio foi com o pé direito, já que a equipe paulista bateu os sergipanos por 3 a 2. Na sequência, um empate dolorido contra os cariocas, já que sofreram o empate de 2 a 2 nos minutos finais da partida. No último jogo da fase inicial, bastava um novo empate para a classificação inédita, e foi o que aconteceu com outro 2 a 2 diante do Fortaleza.

“O Estanciano disputou três edições da Copa e se preparou um mês no interior de São Paulo fazendo amistosos. O Volta Redonda tem todas as categorias e o Fortaleza também. Nós partimos do nada e sem time profissional no momento. Isso não é fácil”, relatou.

“O nosso time agradou muito pela proposta que foi estabelecida de se fazer jogador, e para isso tem que dar a eles uma condição para que arrisquem e busquem a vitória mais do que tenham o medo de perder. Além disso, ter a capacidade de em casa ter emocional ao sair atrás do placar em dois jogos, buscar o equilíbrio e reverter a situação. Merecemos a vitória nas partidas e jogamos um futebol ofensivo que agradou a torcida. O nosso time chamou atenção pela qualidade técnica e o modelo de jogo”, completou.

Ressurgimento

Depois de uma má campanha na Série A3 de 2016, o Itapirense foi rebaixado para a Segunda Divisão do ano seguinte, torneio que preferiu não disputar na última temporada. No Sub-20, a última participação na elite da categoria foi no ano do descenso do profissional, enquanto em 2017 conquistou o título da divisão abaixo após eliminar um semifinalista do ano anterior e o até então campeão, campanha gloriosa que animou os torcedores itapirenses.

“A categoria de base do Itapirense viveu um anonimato. Poucas campanhas que passassem da primeira fase e os últimos resultados contagiaram o torcedor. A cidade abraçou o Sub-20 pelo jeito que joga e esperamos que isso seja o reflexo para que dê frutos na montagem do time Sub-23. Não é fácil fazer futebol e trazer a torcida se o time não for vencedor, que jogasse bem e desse ao torcedor a satisfação de ver bons jogos. A proximidade e o apego devem se estender ao time profissional”, disse.

Próximo passo

Na segunda fase, o Itapirense terá pela frente o Avaí. Com três vitórias em três jogos, o time catarinense liderou com sobras o seu Grupo 20, realizado na sede de Jundiaí. Contra o campeão catarinense da categoria em 2017, o treinador Lima projetou o encontro no mata-mata.

“O primeiro desafio é surpreender os nossos limites físicos. Temos uma equipe leve e no último jogo fiz apenas uma substituição logo no início por necessidade. Tira um peso das costas (a classificação na primeira fase), alivia um pouco, mas ao mesmo tempo cria uma outra expectativa. O Avaí é a melhor equipe de base de Santa Catarina, com uma estrutura muito boa, conheço alguns jogadores deles e vi os jogos. Trabalham muito bem a bola na saída, com atacantes rápidos e prezam pela posse de bola. Acho que vai ser um jogo legal, interessante e agradável para o torcedor”, relatou.

Maior visibilidade na FPF TV

Com mais de um milhão de visualizações nas transmissões da Copa São Paulo na FPF TV, pelo menos 36 mil assistiram os três duelos do Itapirense na primeira fase. Na próxima fase, o jogo entre paulistas e catarinenses também será transmitido, fato que foi elogiado pelo treinador itapirense.

“Fantástico esta iniciativa. Fundamental por estar disponibilizando todos os jogos em tempo real. Isso permite aos observadores terem um repertório fantástico também. Talvez seja o grande instrumento de fator com que esses meninos tenham uma visibilidade muito maior e que não passem desapercebidos. Só tenho a parabenizar e agradecer em nome de todos daqui”, concluiu.

Palavras do presidente

Fato inédito. Foi assim que o presidente Ronaldo César da Silva definiu a atual campanha do Itapirense na Copa São Paulo. Aos 35 anos, o dirigente está à frente do clube desde o final de 2016 e, experiente na área futebolística, detalhou a reestruturação que idealizou no clube paulista.

“Quando assumimos encaramos um desafio de estar a frente do clube e resgatar a identidade da equipe, já que todos os torcedores da cidade estavam desacreditados com o time numa fase ruim. Diante disso, devagar fomos reestruturando o clube com um bom alojamento e captando atletas por todo o Brasil com a expectativa de trazer a Copinha para a sede de Itapira. Fomos campeões do Sub-20 com muito suor, trabalho e responsabilidade. Estamos focados na Copa São Paulo e unidos como uma família”, falou o presidente.

“Estamos readquirindo a confiança do nosso torcedor, e assim trazendo também patrocinadores e pessoas que gostam de um futebol sério, como tirar a molecada da rua e colocar para praticar esportes. O nosso objetivo é envolver a cidade realmente com o time, além de formar cidadãos e jogadores de futebol de alto nível”, completou.

Revelou o capitão

Fundada em 24/03/1947, a Itapirense teve como principal revelação na sua história o zagueiro Hilderaldo Luís Bellini, capitão do primeiro título mundial do Brasil. Conterrâneo do clube, ele iniciou a trajetória em 1946 e permaneceu na equipe até 1948, antes de se transferir para o Sanjoanense. Naquele ano, os times do interior se profissionalizaram, algo que a Itapirense só fez em 1953. Com o destaque no time de São João da Boa Vista, Bellini se transferiu para o Vasco em 1952.  Também atuou no São Paulo (1962-1967) e Atlético Paranaense (1968-1969).