Circularess da Fênix afetados pela greve, diz empresa (Itapira News/Agência Soluciona/Arquivo)
Publicidade - Anuncie aqui também!
Publicidade - Anuncie aqui

A Expresso Fênix, viação que detém a concessão do transporte público urbano em Itapira, afirmou que a partir desta quinta-feira (24) iniciará um esquema que prevê menor circulação de seus ônibus para evitar interrupção do serviço em decorrência de falta de combustível.

O motivo está diretamente ligado à paralisação dos caminhoneiros, que acontece em todo o país e também já teve reflexos na região, incluindo Itapira. Em nota, a Fênix disse que vai “operar com escala reduzida, para tentar garantir o funcionamento das linhas do transporte público até os próximos dias”.

A empresa, contudo, não detalhou quais linhas e em quais horários exatamente os circulares reduzirão a operação. De acordo com a diretoria da empresa, devido à greve dos caminhoneiros – que lutam para que o governo reduza o preço dos combustíveis – não haverá diesel suficiente para a operação normal dos ônibus.

“Todos os veículos foram abastecidos, mas caso o fornecimento não seja restabelecido, as linhas deverão funcionar com operação parcial até sexta-feira (25). Os estoques de combustível das garagens, embora sejam diariamente abastecidos, não serão suficientes”, destacou o texto distribuído à imprensa pela concessionária.

A empresa também informou que já comunicou a Prefeitura, “que por sua vez estuda alternativas para impedir a interrupção do serviço de transporte de passageiros na cidade”. A estratégia, ainda segundo a Fênix, é priorizar os horários de pico, afim de atender os trabalhadores e estudantes. “A empresa espera que a situação se normalize o quanto antes para evitar quaisquer tipos de transtorno aos usuários”, finaliza a nota. A reportagem solicitou um posicionamento da Prefeitura e aguarda retorno.

  • Protestos

Os caminhoneiros realizam desde a última segunda-feira (21) manifestações por todo o país devido às altas consecutivas do óleo diesel desde julho de 2017, quando a Petrobras adotou uma política de preços baseada na cotação internacional do Petróleo.

Na terça-feira (22) o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, anunciou que foi fechado um acordo com os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado Federal, Eunício Oliveira, para zerar a tributação da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o diesel em troca da aprovação da reoneração da folha de pagamento.

Os caminhoneiros, entretanto, acham a medida insuficiente e querem que a Petrobras revise a política de preços o que, segundo o presidente da estatal, Pedro Parente, não deve ocorrer. Em casos específicos, o preço do óleo diesel acumulou cerca de 40% de reajuste nos últimos 12 meses.