Antigas instalações da Alcici e Aergi segue em pé no Cubatão (Arquivo/ItapiraNews)
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Quase 80 dias se passaram desde a decisão judicial expedida no dia 9 de março determinando a demolição das ruínas do complexo industral das antigas empresas Aergi e Alcici, no Cubatão.

Porém, até agora, nada mudou na realidade que dia e noite motiva preocupação dos moradores próximos, em especial com relação à questão da segurança pública, já que o local continua servindo de esconderijo e abrigo para atos ilícitos.

Da parte da Prefeitura, as dificuldades estão em chegar a um acordo com o proprietário de algumas das matrículas do local, que reside em Campinas (SP) e que, segundo apurado, não vem demonstrando muita vontade em colaborar com os anseios do município.

Já pela Justiça, a morosidade em citar formalmente o requerido nos últimos dois meses por meio de carta precatória agora encontra um novo obstáculo, uma vez que, conforme apurado pela reportagem, o homem se encontra em viagem ao Exterior.

Ainda que o réu na ação movida pela Prefeitura já tenha o devido conhecimento de toda a situação, formalmente o prazo de 30 dias para que ele providenciasse a demolição ainda não começou a correr, já que não houve a intimação oficial.

Isso também prejudica as intenções da administração, cuja promessa inicial – embasada pela decisão judicial – era de fazer a demolição após vencido o prazo concedido ao responsável pela área, caso ele não a fizesse, expedindo cobrança posterior pelo trabalho.

“Como ele não reside em Itapira, a Justiça expediu uma carta precatória para que a citação seja feita na cidade em que ele mora. Esse processo ainda está em andamento”, disse o vice-prefeito Mário da Fonseca (PSL), que também responde pela Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos.

Ele ressaltou que, de uma forma ou outra, a citação vai ocorrer, já que o Código de Processo Civil prevê várias formas para que o procedimento seja feito, inclusive por edital. Enquanto isso, a área totalmente depredada continua servindo como ponto de uso de drogas e até mesmo crimes, como um homicídio já ocorrido no local.

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