Publicidade - Anuncie aqui também!
Publicidade - Anuncie aqui

Uma moradora da Vila Boa Esperança ficou frustrada após adquirir um plano de internet de alta velocidade. O problema, segundo ela, não está necessariamente no produto, mas sim na forma com que a venda foi realizada por representantes da empresa Claro/NET.

De acordo com Maria Ednalva Escoton Marcatti, o vendedor teria apresentado falsas informações para convencê-la a contratar o plano. Acontece que a consumidora já tinha contrato em vigor com uma prestadora local, mas o representante garantiu que não haveria multa por quebra contratual e garantiu que cuidaria de tudo para ela.

O que não aconteceu. Segundo apurado pela reportagem, outros casos semelhantes já teriam ocorrido na cidade – em alguns deles, os representantes chegaram a citar um suposto “acordo com a JotaF.Telecom” para oferecer a isenção na multa de cancelamento de contratos vigentes.

“Eu me senti lesada, enganada. Ele insistiu muito para que eu ficasse com o plano, eu expliquei que já era cliente da JotaF.Telecom e que meu contrato iria vencer só ano que vem, mas ele disse pra ficar tranquila que não teria multa e que ele resolveria tudo. Também disse que se eu não gostasse do plano da Net eu poderia cancelar dentro de sete dias, mas quando fiz o pedido, ele não cancelou e a central também disse que eu teria que pagar multa”, explica.

De acordo com Maria, a contratação ocorreu no fim de agosto e ela tentou cancelar no início de setembro, sem sucesso. Ela conta que a empresa itapirense estava lhe atendendo adequadamente, mas acabou resolvendo fazer um ‘teste’ com a nova prestadora. A consumidora diz que resolveu tornar o caso público como forma de alertar outras pessoas sobre o tema.

“O vendedor me disse que bastaria ligar pra ele em até sete dias que ele cancelaria. Mas quando soubemos que teria multa para cancelar o plano antigo, resolvemos cancelar e ele pediu nossos dados e documentos e não deu mais retorno, bloqueou no WhatsApp e não atendeu mais ligações. Aí ligamos na central da empresa e disseram que também teríamos que pagar multa. Ou seja, teríamos que pagar duas multas. Acabamos cancelando com a empresa daqui da cidade que a multa era menor. Ficamos reféns da situação, de uma oferta enganosa”, concluiu Maria.

  • OUTRO LADO

A reportagem manteve contato com a Claro, responsável pelas operações da NET, e detalhou a indignação da consumidora itapirense. Em nota, a assessoria da operadora disse que está buscando contato com a cliente “para esclarecer o ocorrido e tomar as medidas necessárias para a solução do caso”.

“A operadora reforça que investe constantemente no treinamento de seus funcionários, atualização tecnológica e inovação, sempre com o objetivo de oferecer o melhor aos clientes. Assim, mantém seu comprometimento com a melhoria da prestação de serviços e qualidade em atendimento”, destaca a nota.

Também por meio de nota, a JotaF.Telecom disse que jamais teve algum acordo ou parceria com a empresa Claro/NET. “Não existe a opção de que a empresa Claro/NET, ao assumir a prestação de serviços de internet fibra óptica para algum cliente JotaF.Telecom, nos contate para solicitar o cancelamento de nossos serviços com os mesmos, isentando assim a multa contratual de cancelamento quando existente”, destaca a nota.

A empresa salienta ainda que todo e qualquer cancelamento ou alteração de planos somente é aceita se for solicitada pelo titular do contrato. A empresa também diz lamentar a ocorrência de situações como a relatada pela consumidora da Boa Esperança, que aponta para um tipo de concorrência desleal.

“A JotaF.Telecom é uma empresa séria que presa pela qualidade de seus serviços e pela idoneidade de suas informações. Não trabalhamos com falsas promessas e estamos sempre primando pela busca em ofertar a nossos clientes um serviço de qualidade e transparente. Nos colocamos à disposição de todos para quaisquer esclarecimentos”, finaliza a nota.