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Coronel Vanderlei deixa a Defesa Social após um ano de trabalho
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O coronel aposentado da Polícia Militar, Vanderlei Manoel de Oliveira, deixou o comando da Secretaria Municipal de Defesa Social na tarde de segunda-feira (06). Ele foi exonerado pelo prefeito José Natalino Paganini (PSDB), deixando também o comando da GCM (Guarda Civil Municipal).

Em seu lugar entra Cícero Firmino de Souza, também policial militar aposentado, que já comandou a corporação itapirense entre os anos de 1999 e 2005. Souza retorna na posição de diretor da Guarda Civil Municipal, e já foi apresentado a membros da corporação na manhã de terça-feira, na sede da Defesa Social, anexa ao Centro de Lazer ‘Hideraldo Luiz Bellini’.

A troca no comando da GCM foi decretada após uma reunião entre o coronel e o prefeito. A exoneração foi publicada no Jornal Oficial de Itapira já na quarta-feira (08).

Durante a apresentação de Souza aos guardas civis municipais, Paganini classificou a mudança como “troca natural”. “Ontem (segunda-feira) eu tive uma conversa com o coronel Vanderlei e fiz meus agradecimentos em nome de todos os guardas e da comunidade pelo serviço que ele prestou durante o ano de 2013. Mas, agora, nós partimos para um momento em que a nossa GCM é chamada a ser cada vez mais participativa. A população nos pede isso, o clamor das ruas expressa sua inquietação e o dever de ofício nos exige essa tomada de atitude”, disse, sem fazer referência direta ao motivo que culminou na troca. “A saída do coronel (Vanderlei) foi de forma natural, foi uma mudança necessária, até pela questão da motivação. Foi, realmente, uma opção da nossa administração, não é nada pessoal, nada de questão ética ou de profissionalismo”, justificou.

Cícero Firmino de Souza assume direção da GCM (Divulgação)
Cícero Firmino de Souza assume direção da GCM (Divulgação)

O prefeito enfatizou que Souza é uma pessoa de sua “absoluta confiança” e pediu a colaboração de todo o efetivo da GCM. “Conheço muito bem o Souza e sei da sua experiência durante a passagem pela GCM no período de 1999 até fevereiro de 2005. Ele mora em Itapira e tem bom relacionamento com todos os guardas, que hoje incorporam um total de 84 membros no efetivo da GCM. O Souza saberá com certeza conduzir o trabalho que tem pela frente, e eu peço a todos que colaborem com ele, pois de trata do meu representante direto à frente da GCM”, disse.

O coronel Vanderlei conversou com a reportagem do Itapira News e preferiu não detalhar os motivos que levaram à sua exoneração. “Decidi não buscar detalhamento da motivação para a minha saída. Desde o começo eu estava no cargo por desafio profissional e não por salário. Houve a necessidade por parte do prefeito, dentro do universo político em que ele está inserido, e então conversamos e resolvemos tudo de forma muito rápida e tranquila. A resolução partiu do prefeito, que é uma pessoa muito comprometida e na qual eu acredito muito. Nesse instante houve a necessidade de se fazer um ajuste, e eu não seria leviano de ficar procurando detalhes para saber o motivo”, acrescentou.

Segundo ele, um aparente processo de oposição sofrido dentro da GCM não pesou sobre a decisão do prefeito. Em maio, por exemplo, uma carta aberta intitulada ‘Nota de Repúdio’ foi afixada em diversos pontos da cidade. O texto, supostamente escrito por guardas municipais, mas divulgado de forma anônima, citou o um “descontentamento com o atual comando” da corporação. “(A aparente oposição) não foi fator para entendimento de absolutamente nada. O administrador, de forma alguma, pode permitir que esse tipo de atitude tenha eco dentro de sua administração pública. São atos praticados por exceções à regra, que instalam uma situação desfavorável. Mas, não houve influência alguma. Um ou outro descontente sempre vai ter, é algo natural”, salientou.

Coronel Vanderlei avaliou positivamente sua experiência no alto escalão do Poder Executivo itapirense. “É uma nova visão que eu pude conhecer, com uma perspectiva totalmente diferenciada. No Poder Público Municipal, a pressão da comunidade se faz muito mais presente no campo politico e das realizações das demandas. Pra mim, foi um aprendizado muito interessante”.

Procurado pela reportagem para falar sobre seus planos frente à GCM, Souza informou que, de imediato, pretende se inteirar completamente da atual situação do órgão, do qual esteve afastado durante quase oito anos. Só depois disso ele pretende dar entrevistas.