Cristália lança nova unidade produtiva em Itapira (Divulgação)
Publicidade - Anuncie aqui também!
Publicidade - Anuncie aqui

O Laboratório Cristália anunciou nesta segunda-feira (10) a inauguração da sua Farmoquímica Oncológica. A nova unidade industrial foi instalada no Complexo Industrial Para a Saúde, às margens da Rodovia SP-147 (Itapira-Lindóia).

A planta já inicia suas atividades produzindo seis diferentes Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) considerados de ‘Alta Potência’ e que serão utilizados para a produção de medicamentos para o tratamento de adenomas, câncer de mama, pulmão, medula, ossos e cérebro.

Segundo a empresa, foram investidos cerca de R$ 150 milhões em recursos próprios no projeto que contempla mais de três mil metros quadrados. “O Brasil hoje importa 100% dos insumos para a produção de medicamentos contra o câncer. Isso não apenas torna o país dependente de insumos tão estratégicos, como reduz o acesso dos pacientes a tratamentos de ponta. A Farmoquímica Oncológica Cristália é um grande passo para mudar esta realidade”, afirma o co-fundador do Laboratório Cristália, Ogari de Castro Pacheco.

O Cristália já conta com uma planta Farmacêutica Oncológica que produz o medicamento final que chega a pacientes e hospitais. Mas, para a produção desses medicamentos, era obrigado a importar os IFAs.

A partir de agora, a Farmoquímica Oncológica ficará responsável por fornecer para a unidade farmacêutica os seguintes insumos: Ácido Zoledrônico, para inibição da reabsorção óssea osteoclática do tumor; Bortezomibe, indicado para o tratamento de mieloma múltiplo; Cabergolina, para o tratamento de adenomas hipofisários secretores de prolactina e hiperprolactinemia idiopática; Anastrozol, para o tratamento do câncer de mama em mulheres pós-menopáusica; Pemetrexede, para o tratamento de mesotelioma pleural e câncer de pulmão; e Temozolomida, utilizado no tratamento de cânceres cerebrais e para o glioblastoma multiforme.

  • Pioneirismo em Farmoquímica
Ogari Pacheco destaca importância da nova planta (Arquivo/Itapira News)

Líder em pesquisa e desenvolvimento, o Cristália investe cerca de 4% do faturamento anual na criação de novos medicamentos ou tecnologias inovadoras para a saúde. A trajetória do laboratório no segmento Farmoquímico começou em 1983, ano em que foi inaugurada a primeira unidade de produção de IFAs.

“O Brasil ainda importa 90% dos IFAs necessários à produção de medicamentos. Nós, do Cristália, já produzimos mais da metade dos insumos que utilizamos. Nossa meta é reduzir drasticamente nossa dependência nesta área”, diz Ogari Pacheco, ressaltando que a Farmoquímica Oncológica possui planos, inclusive, para exportar estes insumos.

A inauguração da nova planta envolveu intenso trabalho de pesquisa para a escolha das tecnologias mais modernas, seguras e sustentáveis, utilizando equipamentos especiais, adquiridos, em sua maioria, na Alemanha, Suíça e Itália. Devido à alta toxicidade e à sensibilidade dos insumos oncológicos, a manipulação deve ser realizada em ambiente especial que assegure uma barreira física entre os operadores e o processo.

Todo o ambiente é controlado, garantindo extrema pureza da água, ar e com temperatura adequada. A planta também dispõe de um sofisticado e inovador sistema de tratamento de resíduos, com degradação específica dos componentes mutagênicos e genotóxicos, que podem causar mutação ou dano ao DNA celular. A capacidade produtiva é de 6 a 8 toneladas por ano. 

  • Déficit da Balança Comercial

Para Ogari Pacheco, o Brasil precisa fazer um grande esforço em busca da redução da dependência na produção de IFAs e medicamentos. De acordo com dados da ABIQUIFI (Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos), em 2018 o país importou cerca de US$ 10 bilhões em medicamentos e insumos farmacêuticos e exportou apenas US$ 1,8 bilhões, o que resultou em déficit de US$ 8,2 bilhões.

“Precisamos deixar de ser apenas um exportador de commodities para passar a exportar produtos de alta tecnologia e valor agregado. E, para isso, é preciso investir em pesquisa científica”, explica. O co-fundador do Cristália lembra ainda que, recentemente, grandes grupos farmacêuticos internacionais anunciaram que deixarão de produzir medicamentos no país, passando apenas a importar, o que poderá aprofundar o déficit da Balança Comercial.

É importante ressaltar que no Complexo Industrial Para a Saúde do Cristália já estão instaladas duas plantas Farmacêuticas – sendo uma Farmacêutica Oncológica e uma Farmoquímica – e duas plantas de Biotecnologia, todas produzindo insumos farmacêuticos e medicamentos. O complexo conta também com um centro inteiramente dedicado à Pesquisa & Inovação. 

  • Sobre o Cristália

Fundado há 47 anos, o Laboratório Cristália é um Complexo Industrial Farmacêutico, Farmoquímico, Biotecnológico, de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação 100% brasileiro. É pioneiro na realização da cadeia completa de um medicamento, desde a concepção da molécula até o produto final. Possui 107 patentes a nível mundial, sendo recordista nacional. Em anestesia, é líder de mercado na América Latina. O Grupo Cristália conta com cerca de 5.200 colaboradores, considerando as empresas coligadas, como os Laboratórios Sanobiol, BioChimico e IMA. Mais detalhes no site oficia lwww.cristalia.com.br.