Dr. Anderson comanda investigações de casos de estelionato (Itapira News)
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O delegado titular de Itapira, Anderson Cassimiro de Lima, disse nesta sexta-feira (13) ao Itapira News que a cidade vem sofrendo uma onda de crimes de estelionato.

Os registros de casos com bastante semelhança entre si começaram a surgir há cerca de duas semanas e já fizeram mais de 10 vítimas.

Uma delas, nesta semana, perdeu nada menos que R$ 40 mil para os estelionatários, que agem sempre da mesma forma.

De acordo com o delegado, o golpe começa com uma ligação telefônica que simula um contato feito por uma agência bancária ou por central de cartões de crédito.

O interlocutor afirma que foram detectadas movimentações suspeitas e diz que é preciso realizar urgentemente o bloqueio do cartão. Para conseguir credibilidade, o golpista chega a informar alguns dados da vítima e a orienta a telefonar para um número 0800, que seria da central do banco.

“Muitas vezes já em desespero, a pessoa acaba fazendo a ligação e confirma as informações. Quem atende pede ainda mais dados e muitas vezes consegue obter o código de segurança do cartão. Na última parte do golpe, a vítima é informada que um motoboy vai até a residência ou estabelecimento para buscar o cartão”, explica o delegado.

Também como forma de não atrair suspeitas, os estelionatários dizem à vítima que o cartão pode ser entregue até mesmo picotado, e passam uma senha numérica dizendo que o motoboy irá apresentar essa numeração como forma de confirmar que se trata de um funcionário autorizado do banco.

Casos aumentaram bastante nos últimos dias

“Feito isso, de fato após algum tempo chega um motoboy na casa da pessoa, apresenta a senha e a vítima acaba entregando o cartão, muitas vezes sem nem mesmo picotar, já que acredita que se trata realmente de um funcionário do banco. Basta o motoboy ir embora para começar operações como saques, transferências e até empréstimos”, alerta o delegado.

Questionado se há algum perfil em comum entre as vítimas, Dr. Anderson revela que o golpe vem atingindo pessoas de idades diversas, bem como de diferentes condições econômicas. “Do adolescente ao idoso, do empresário ao aposentado”, ressalta.

Ela diz ainda que as investigações iniciais já apontam para o fato de que a quadrilha que está por trás desses golpes pode ser muito bem estruturada. “Certamente há pessoas com muito conhecimento nas áreas bancárias e de informática. E as transações ocorrem sempre em outras localidades do Estado de São Paulo e outros estados. No caso mais próximo da gente, houve transações em Guarulhos, na Grande São Paulo”.

  • CUIDADO E ATENÇÃO

O delegado lembra que os bancos não possuem qualquer tipo de serviço que envolva retirada de cartões com motoboys, tampouco entra em contato para solicitar dados pessoais, números e senhas dos cartões dos clientes.

“As pessoas não devem, nunca, informar seus dados. Se receber alguma ligação ou contato desse tipo e ficar com algum receio, o mais correto é ir diretamente à agência, ou pelo menos ligar no telefone fixo do banco e falar com o gerente da conta”, orienta.

Ele também reforça a necessidade de que as vítimas registrem boletins de ocorrência para que os casos de fato cheguem ao conhecimento da Polícia Civil e possam ser investigados. “É um número muito crescente de casos e que está aumentando de forma rápida, por isso a atenção e o cuidado devem ser redobrados”, finaliza.