Santos prestou depoimento e responde em liberdade por falsidade ideologica e exercício ilegal da medicina (Reprodução/IM44)
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Santos prestou depoimento e responde em liberdade por falsidade ideologica e exercício ilegal da medicina (Reprodução/IM44)
Santos prestou depoimento e responde em liberdade por falsidade ideologica e exercício ilegal da medicina (Reprodução/IM44)

O médico Gustavo Fonseca dos Santos, 30, investigado por falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina depois de atuar na Santa Casa de Mogi Mirim, também teria dado plantões em Itapira, no Hospital Municipal, e em Mogi Guaçu.

Formado na Bolívia, ele não tinha autorização para atuar no Brasil. Segundo o delegado que investiga o caso, Luiz Roberto Janini Ortiz, o médico usou um registro de CRM (Conselho Regional de Medicina) de outro médico, com nome idêntico, que atua em São Paulo e nunca trabalhou em Mogi Mirim e na região.

“Ele (Santos) se formou em medicina na Universidade da Bolívia, em Santa Cruz de La Sierra, e queria exercer a função no Brasil. Então, procurou um profissional com o mesmo nome na internet e passou a usar seu respectivo CRM”, disse o delegado após o depoimento do acusado, ocorrido na tarde desta quinta-feira (2), em Mogi Mirim.

O médico começou a ser investigado após a morte de um homem por dengue hemorrágica em março passado, atendido por ele na Santa Casa de Mogi. Mesmo sem comprovar que possuía autorização para exercer a medicina, Santos foi contratado para atuar na Santa Casa mogimiriana em novembro de 2014.  Ele era terceirizado de uma empresa, cujo nome ainda não foi divulgado. Segundo o delegado, o médico disse, em depoimento, que também deu plantão em Itapira e em Mogi Guaçu, além de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) de Mogi Mirim.

A Polícia Civil instaurou dois inquéritos, um por falsidade ideológica e outro por exercício legal da medicina. O médico proprietário do CRM usado por Santos também registrou boletim de ocorrência em Mogi Mirim. O acusado, que responde ao processo em liberdade, não falou com a imprensa. Segundo apurado pela reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde de Itapira está averiguando a informação para confirmar se realmente o médico atuou na cidade. Abaixo, a reportagem da SEC TV de Mogi Mirim sobre o caso.

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