Área de antigo complexo industrial pode ser demolida em Itapira (Paulo Bellini/ItapiraNews)
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As expectativas de que a demolição de um complexo industrial abandonado no Cubatão aconteça rapidamente após uma decisão judicial poderão ser frustradas.

É que o réu na ação movida pela Prefeitura e que motivou a concessão de liminar da Justiça passou a demonstrar resistência em atender a determinação.

Ele se reuniu nesta quinta-feira (17) com membros da administração, entre eles o vice-prefeito e secretário municipal de Negócios Jurídicos, Mário da Fonseca (PSL), e disse que não quer fazer a demolição.

“Ele diz que é proprietário de apenas duas matrículas da área, que é dividida em várias matrículas, e que as demais estão sub judice (envolvidas em processo judicial ainda em trâmite) e que portanto não tem a propriedade ainda, embora seja o possuidor provisório das áreas”, explicou Fonseca.

Área de antigas empresas no Cubatão deverá ser, enfim, demolida (Paulo Bellini/ItapiraNews)

Havia a expectativa que a reunião ocorrida no Paço Municipal já teria como resultado a definição de uma data para o início da demolição. Agora, pelas informações saídas de dentro da Prefeitura, o processo parece que vai caminhar bem mais devagar que o esperado inicialmente.

No despacho assinado pela juíza Vanessa Aparecida Bueno no último dia 9, a ordem é para que a demolição ocorra dentro de 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento, limitada ao teto de R$ 100 mil.

A reportagem também apurou que o prazo não começou a correr ainda, já que o réu ainda não foi citado formalmente pela Justiça. Na decisão, a magistrada ainda afirma que a Prefeitura pode assumir o trabalho e cobrar do responsável.

“O fato é que temos a decisão judicial e se ele não cumprir passa a incidir multa e nós mesmos vamos fazer a demolição e ingressar com a cobrança pelo serviço. A princípio, a decisão judicial segue valendo”, garantiu o vice.

Com a recusa do proprietário em iniciar a demolição, a possibilidade de que o mesmo recorra da decisão no TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) fica mais forte, também frustrando as expectativas iniciais do governo itapirense.

De certo, por enquanto, o que ficou ajustado é que uma nova reunião entre as partes acontecerá na próxima segunda-feira. “Ele vai consultar os advogados dele e tenho fé que vamos resolver essa situação”, finalizou Fonseca. A reportagem não conseguiu contato com o responsável pela área, apontado no processo.

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