Reuniões agora vão acontecer com portas fechadas (Divulgação)
publicidade
Reuniões agora vão acontecer com portas fechadas (Divulgação)
Reuniões agora vão acontecer com portas fechadas (Divulgação)

A Comissão Processante que analisa o pedido de cassação do vice-prefeito de Itapira, Antônio Eduardo Boretti, o Dado (PCdoB) decretou sigilo no decorrer do caso a partir desta quarta-feira (24).

No início da análise, em setembro, a declaração era de que todo o processo seria conduzido com “o máximo de transparência” – palavras do presidente da Comissão, vereador Maurício Cassimiro de Lima (PSDB), líder do prefeito José Natalino Paganini (PSDB) no Legislativo.

A postura mudou na tarde de quarta-feira, durante reunião da Comissão. Além de Lima, os vereadores Rafael Donizete Lopes (PROS) e Luis Machado (PTC), que também compõem o grupo que coordena a investigação, votaram favoravelmente ao pedido do presidente para que o processo ganhasse caráter sigiloso.

Diante da aprovação unânime da proposta, Lima pediu que as equipes de imprensa que acompanhavam o encontro se retirassem da sala de reuniões da Câmara Municipal. “Portanto, aos colegas da imprensa, a partir desse momento, vou pedir que se retirem da sala”, disse.

Segundo Lima, o pedido para que o trâmite seja conduzido de forma sigilosa partiu após orientação jurídica de um advogado contratado pelo Legislativo para assessorar a Comissão Processante. Os advogados de defesa do vice-prefeito não se manifestaram sobre a medida.

A decisão também é oposta ao histórico de processos investigativos da Câmara itapirense, que sempre correram abertamente ao público. O vice-prefeito é responsabilizado pelo suposto desvio de mais de R$ 2 milhões do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), autarquia à qual ocupou a presidência.

Segundo Lima, a motivação para o sigilo partiu de um pedido de cópia, feito pelos advogados de Boretti, de processo administrativo que corre no Saae, investigando dois servidores que também estariam envolvidos em supostas irregularidades.

Como o processo corre em segredo de Justiça, a Comissão encontrou na decretação do sigilo a saída para atender ao pedido. “Ressaltando ainda a necessidade de tais documentos para a defesa do indiciado da comissão processante, eu decreto, partir desta data, que a tramitação do processo na comissão processante estará sob sigilo”, reiterou Lima.

Até mesmo o servidor que responde pela comunicação pública do Legislativo foi convidado a se retirar da terceira reunião do grupo.

Reuniões agora vão acontecer com portas fechadas (Divulgação)
Reuniões agora vão acontecer com portas fechadas (Divulgação)
Print Friendly, PDF & Email

Publicidade - Anuncie aqui