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Comemorado nesta sexta-feira, 1º de maio, em várias partes do mundo, o Dia do Trabalho tem um significado diferente em 2020, gerando reflexões acerca de tudo o que vem ocorrendo em razão da pandemia.

O delicado cenário imposto pelas medidas de combate e prevenção ao novo coronavírus fez com que muitas pessoas adotassem o conceito de home-office, adaptando suas rotinas de trabalho sem a necessidade de sair de casa diariamente.

Outras, infelizmente, acabaram perderam seus empregos durante o isolamento social que gerou uma crise econômica sem precedentes.

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Mas muitas pessoas de inúmeras categorias profissionais ainda continuam ativa. São profissionais essenciais para que diversos setores continuem funcionando, mesmo com o temor de contaminação.

Entre eles estão os profissionais da saúde, bombeiros, policiais, frentistas, caixas de supermercados e padarias, motoboys, empacotadores, caminhoneiros e entregadores, carteiros, trabalhadores da construção civil, bancários, profissionais da área de limpeza e segurança, taxistas e motoristas, jornalistas, radialistas, entre tantos outros quem mantêm os serviços funcionando.

Em Itapira, a enfermeira Karen Rosanova é uma das que está na linha de frente. Além de atuar no Laboratório Cristália e na Home Care 24 horas, que presta assistência domiciliar, ela também está trabalhando no Supermercado Cubatão, com controle de temperatura dos clientes que chegam à loja.

No Supermercado Cubatão, enfermeiras verificam temperatura de clientes na entrada (Paulo Bellini/Itapira News)

“Estou trabalhando muito e sinto que a maioria das pessoas não se preocupam tanto consigo mesmo e não usam as proteções como máscaras”, comenta.

Ela diz que sai de casa todos os dias com medo, pois acaba tendo contato com muitas pessoas. “Quando volto para casa, adoto todos os cuidados necessários para proteger meus familiares. Não é fácil, mas acredito e tenho fé que tudo isso irá passar. É importante que cada um faça sua parte, usando máscaras e ficando em casa, se puder”.

Um frentista de preferiu não se identificar disse que têm sido dias de tensão. “A gente sai de casa com medo. Deixa a família, toma todos os cuidados possíveis para voltar sem se contaminar. É assim todo dia”, diz o homem de 39 anos.

O trabalho na GCM (Guarda Civil Municipal) também segue normalmente, mas com diversas mudanças. Os agentes têm utilizado máscaras durante patrulhamentos e atendimentos de ocorrências e o álcool em gel é item indispensável nas viaturas.

Guardas Castiglioni, Cássio e De Lima durante ocorrência em Itapira (Paulo Bellini/Itapira News)

“Nas ruas, a gente percebe que tem muita gente que não está adotando as medidas preventivas. A gente faz a orientação da população e, da nossa parte, fazemos todo o possível para contribuir com as medidas de prevenção”, comenta o guarda civil municipal Thiago Castiglioni.

A operadora de caixa Marli Corrêa Sousa dos Santos também fala sobre o receio do contágio. “Usamos máscaras e álcool em gel o tempo todo. É preciso higienizar o cartão, as máquinas de cartão, enfim, tudo o que usamos no dia-a-dia. Mudou muita coisa. Também percebo que as pessoas estão tensas, preocupadas. É um clima de tensão, muito ruim”, desabafa.

Assim como eles, o motorista Rogério Cardoso também sai de casa diariamente para entregar mercadorias. Ele trabalha como representante em uma empresa de gêneros alimentícios e viaja diariamente para cidades da Região Metropolitana de Campinas.

“É um desafio diário. Não tenho como parar, sou representante autônomo e preciso abastecer os clientes”, frisou. Neste ano, a pausa do feriado do Dia do Trabalho não representará descanso para muita gente.

Além dos que já estão em casa, o clima em razão da pandemia não deixa espaço para comemorações como ocorrem tradicionalmente na data. Mas o esforço de quem ainda pode trabalhar para manter a sociedade ativa e daqueles que podem manter-se em isolamento colaboram para que, em 2021, a data possa ser celebrada de forma festiva.