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As discussões em torno do PLC (Projeto de Lei Complementar) que institui a TCL (Taxa de Coleta de Lixo) em Itapira motivou até mesmo algo que há tempos não acontecia em Itapira: uma reunião entre todos os vereadores da Câmara Municipal com o deputado estadual Barros Munhoz (PSDB), líder político do grupo governista. O encontro, ocorrido na tarde da última quinta-feira (16), teve ainda a presença de membros da equipe técnica da administração municipal.

A reunião foi solicitada pelos próprios vereadores, segundo comentou, na sessão ordinária do mesmo dia, o vereador oposicionista Rafael Lopes (PROS). De acordo com ele, o objetivo era solicitar ao deputado a gestão junto ao Governo do Estado para a liberação dos recursos necessários à construção de um novo aterro sanitário – principal argumento utilizado pela Prefeitura para a criação da taxa.

A reunião não aconteceu no Plenário da Casa, sendo realizada a portas fechadas, sem presença da imprensa e de populares. Representantes de grupos oposicionistas chegaram a ir na porta da Câmara, mas não puderam entrar e criticaram o que classificaram como “reunião secreta” – embora o encontro tenha sido previamente anunciado nas redes sociais pelo próprio vereador Rafael Lopes.

Segundo apurado pela reportagem, durante a conversa ficou definido que o texto original do projeto poderá passar por alterações até que os vereadores cheguem a um consenso. Além disso, Mino Nicolai (PSL) disse, na reunião, que o grupo oposicionista está propenso a votar todos da mesma forma – ou seja, adotando uma só posição diante do tema. O projeto ainda está nas Comissões Permanentes, com ao menos um parecer contrário, e não há previsão de quando deve ir à votação.

Na manhã desta sexta-feira (17), Munhoz também comentou o assunto durante entrevista radiofônica. Disse considerar impossível que o Estado invista na construção do aterro em razão da crise financeira, afirmando que nem mesmo emendas parlamentares estão sendo liberadas, e alertou que a instituição da taxa do lixo é uma obrigação legal dos municípios, fazendo coro ao que também defendeu na Câmara, recentemente, o promotor do Meio Ambiente, Rodrigo Sanches Garcia.

Ainda durante a entrevista concedida à Rádio Clube, o deputado disse que, caso não consiga construir um novo aterro – serviço que depende da arrecadação prevista com a taxa – o município terá custos elevados com o transbordo para Paulínia. “Nosso aterro está no limite e na iminência de ser interditado. se isso acontecer, a Prefeitura terá que mandar o lixo para Paulínia, o que vai gerar um gasto superior a R$ 5 milhões por ano”, disse.

A reportagem tentou contato com o presidente da Câmara Municipal, vereador Maurício Cassimiro de Lima (PSDB), para que comentasse a reunião inusitada, mas ele não foi encontrado e nem retornou às ligações. Já o deputado, ainda falando à Rádio Clube, disse ter ficado feliz com a reunião junto a todos os parlamentares. “Fiquei muito feliz com essa reunião. Eu faço isso toda semana na Assembleia Legislativa, dialogo com as bancadas da oposição, é alto natural pra mim. Era algo que há muito tempo não acontecia na política de Itapira e o caminho é esse, é preciso que haja sensatez e disposição para o diálogo a fim de que o município não sofra ainda mais as conseqüências da gravíssima crise que estamos vivendo”, afirmou.