Cães foram abandonados muito doentes: possíveis crimes em apuração (Divulgação/DPBEA)
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Cães foram abandonados muito doentes: possíveis crimes em apuração (Divulgação/DPBEA)
Cães foram abandonados muito doentes: possíveis crimes em apuração (Divulgação/DPBEA)
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A DPBEA (Divisão de Proteção e Bem Estar Animal) divulgou três casos que envolvem possíveis atos de maus tratos praticados contra cães em Itapira. O órgão conta com o apoio da população para investigar os casos.

As denúncias são sigilosas e podem ser feitas, inclusive, pela internet. Em dois dos casos, a Divisão tenta chegar aos responsáveis pelo abandono de dois cachorros cujos corpos foram tomados por carrapatos.

Em um dos casos, descoberto na noite do último dia 25, um cachorro foi encontrado pela Polícia Militar em um terreno próximo ao Istor Luppi. Os policiais recolheram o animal, que foi levado até a base da Defesa Civil, que por sua vez encaminhou o cachorro aos cuidados da Patrulha Ambiental da DPBEA. “O cão estava infestado de carrapatos, em estado muito crítico, e havia suspeita de cinomose. Infelizmente, ele não resistiu e faleceu”, comentou o chefe do órgão, Rogério Oliveira.

Quatro dias depois, uma cadela também foi encontrada infestada por carrapatos na Rua Inglaterra, região da Vila Ilze. Recolhido por populares, o animal foi levado a uma clínica veterinária que atendeu ao pedido do grupo ‘Anjos sem Asas’. “A cachorra estava com peso muito abaixo do normal, com infestação de carrapatos, foi diagnosticada com osteopatia grave e também não resistiu”, lamentou Oliveira.

Nestes casos, a suspeita é de que os cães tenham sido abandonados após adoecerem, o que é crime. Já no último dia 2, três filhotes de cachorros foram encontrados mortos, próximo a um saco de lixo, no final da Avenida Comendador Virgolino de Oliveira, já no trecho em terra que dá acesso à Usina Nossa Senhora Aparecida. A cena foi registrada em fotos por populares que passaram pelo local. “Assim que tomamos ciência dos fatos, fomos até o local, porém nada mais havia lá. Estamos, com ajuda das organizações de proteção animal, monitorando as redes sociais para ver se encontramos alguma postagem dos filhotes para adoção e tentar localizar os responsáveis”, frisou Oliveira.

As imagens dos casos são fortes, mas podem ser consultadas na página oficial da DPBEA no Facebook. De acordo com Oliveira, em todos estes casos os responsáveis são passíveis de serem autuados por crime ambiental, tanto por enquadramento em legislação federal, que prevê multa e prisão de três meses a um ano, e também pela lei municipal, que estipula multas que podem chegar a até R$ 4 mil aos os infratores. Informações que contribuir na identificação dos responsáveis pelos aparentes casos de maus tratos podem ser destinadas à DPBEA pelo telefone (19) 3843-7223, se segunda a sexta-feira, das 7h00 às 16h30, ou ainda pelo e-mail [email protected]. As denúncias também podem ser feitas no site www.itapira.sp.gov.br/agricultura/protecao_animal/denunciar.jsp.