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Fotos foram publicadas na internet e geraram polêmica (Reprodução-Facebook)
Fotos foram publicadas na internet e geraram polêmica (Reprodução/Facebook)

As denúncias de maus-tratos a eqüinos e bovinos durante a 10ª edição da Romaria de Cavaleiros de Itapira se tornaram alvo de apuração da DPBEA (Divisão de Proteção e Bem Estar Animal) e o COMPA (Conselho Municipal de Proteção Animal).

O evento aconteceu no domingo (11) e várias fotos foram publicadas em redes sociais da internet mostrando supostos atos de crueldade e ferimentos nos animais.

As imagens repercutiram bastante e geraram polêmica, com comentários favoráveis e contrários à manifestação cultural. Uma das fotos mostra um cavalo aparentemente caído no asfalto. Em outra, aparece um ferimento em um boi que teria sido causado por uma espora utilizada pela pessoa que o montava.

As possíveis infrações foram anotadas por voluntários de uma comissão formada pela Divisão e que envolveu membros de organizações que atuam em defesa dos animais no município, como Uipa (União Internacional Protetora dos Animais), Clube Amor de Quatro Patas e Anjos Sem Asas. “Durante o evento, os voluntários estiveram presentes em vários pontos (do trajeto), para acompanhar e verificar possíveis casos de maus tratos. A orientação passada aos voluntários foi para evitar enfrentamentos e atritos”, comentou o chefe da DPBEA, Rogério Oliveira.

De acordo com ele, um relatório será elaborado e entregue aos organizadores da Romaria, que é promovida pelo Clube do Cavalo de Itapira com apoio da Prefeitura. “O mesmo relatório será também entregue à Polícia Civil para que investigue e descubra a identidade dos infratores e dê sequência ao que prevê a legislação, e após isso serão elaborados os autos de infração”, acrescentou. Outras ações também serão discutidas com os responsáveis pelo evento para que os problemas não voltem a ocorrer. Duas delas já estão definidas e visam necessidade de inscrição prévia de todos os participantes, que terão um número de identificação; e a presença de médicos veterinários durante o percurso.

Outro lado

A organização estima que perto de mil pessoas participaram da Romaria com cavalos, muares e bovinos. A saída do evento foi às 14h00, do Recinto Agropecuário Carmem Ruete de Oliveira. Após o trajeto de 7,6 quilômetros que passou por vários bairros da cidade, os participantes retornaram ao Recinto, que abrigou um show sertanejo. No local, o público concentrado chegou a 1,5 mil pessoas, segundo a organização. Um dos organizadores do evento, Francisco Mariano, confirmou que haverá uma reunião para discutir as situações constatadas, mas ponderou sobre a polêmica que reverberou na internet. “Tem uma foto que mostra um cavalo deitado e ele não caiu. Ele é adestrado, estava deitado”, defendeu. Já com relação ao bovino aparentemente ferido por uma espora, ele disse que o caso será analisado. “A comissão tem a obrigação de organizar o evento e orientar os participantes, como fizemos no carro de som. Agora, os órgãos de proteção animal têm que punir quem realmente cometeu infração para que isso não volte a acontecer”, disse. Mariano também considerou os atos denunciados como situações isoladas. “Em meio a tanta gente, vemos que tem poucos casos assim. Sabemos que infelizmente existem pessoas rebeldes em qualquer lugar”, justificou.

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