Dr. Humbertinho Póvoa junto à pedra fundamental das obras do Hospital Municipal: 30 anos de trabalho (Paulo Bellini/ItapiraNews)
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A história da carreira profissional do médico infectologista Carlos Humberto Rezende Póvoa chega a se confundir com a própria história do Hospital Municipal de Itapira, que nesta quarta-feira (30) completou 30 anos de história.

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Com o dobro de idade – 60 anos – o profissional carinhosamente chamado de Dr. Humbertinho passou os últimos 30 anos dentro dos corredores e salas da instituição hospitalar.

“Cheguei em Itapira em abril de 1990 após ser aprovado no concurso para trabalhar na Secretaria de Saúde como médico. Em setembro o hospital inaugurou. Eu me lembro até hoje da internação do primeiro paciente, assinei o primeiro prontuário”, comentou em entrevista ao Itapira News.

Hospital Municipal foi inaugurado em 30 de setembro de 1990 (Divulgação)

Tido como referência no combate de epidemias, com grande experiência adquirida principalmente no controle da epidemia de HIV nos anos 90 e nas epidemias de dengue pelas quais Itapira já passou, Dr. Humbertinho se aposentou em agosto do ano passado.

O merecido descanso, contudo, durou poucos meses. Infelizmente, a pandemia do Covid-19 fez com que ele fosse novamente chamado pela Prefeitura para auxiliar na gestão do hospital de campanha montado no estacionamento do HM.

O médico lamenta que o Hospital Municipal não possa ter uma comemoração à altura das suas três décadas de atendimento à população itapirense, mas enfatiza que o momento é mesmo de muitos cuidados e desafios para os profissionais da saúde.

“Depois de enfrentar a epidemia de Aids do início dos anos 1990 até 2005 e depois de três epidemias de dengue, posso afirmar que essa pandemia de coronavírus é a pior delas por um fator: o alto poder de contágio. É muita gente contaminada, isso realmente assusta, e a medicina ainda não tem muito conhecimento sobre esse vírus, carecemos de medicações antivirais específicas, então isso torna tudo mais difícil”, revela.

  • REGIONAL

Dr. Humbertinho lembra também que durante o enfrentamento da epidemia de HIV, o Hospital Municipal de Itapira funcionou como uma espécie de hospital de referência, absorvendo a demanda de toda a região.

“Para se ter uma ideia, o Hospital das Clínicas da Unicamp tinha 10 leitos e nós tínhamos oito. Então éramos referência, ajudamos muitas cidades da região”, diz.

Médico infectologista relembra momentos marcantes das três décadas no HM (Paulo Bellini/ItapiraNews)
  • RAÍZES

Dr. Humbertinho não nasceu em Itapira. Sua família é natural de Lavras, em Minas Gerais, e ele foi estudar medicina no Rio de Janeiro, onde se formou após 11 anos de estudos. Em janeiro de 1990 foi aprovado em concurso e, em abril do mesmo ano, desembarcou em Itapira com a esposa.

O médico que na nova cidade começou a trabalhar em posto de saúde lembra muito bem das dificuldades relacionadas à criação do Hospital Municipal. Além do alto investimento na estrutura, o início do atendimento também precisou superar o obstáculo da desconfiança.

“Ainda existia uma parcela da população que tinha receio de ir ao Hospital Municipal. A população estava acostumada com a Santa Casa, com os médicos mais tradicionais da cidade. Mas, com o passar do tempo, isso foi mudando graças ao trabalho e competência da equipe e à gestão do HM. E depois também teve a concentração do atendimento via SUS (Sistema Único de Saúde) somente no novo hospital”, rememora.

Sobre os 30 anos da inauguração do HM, ele não esconde o orgulho. “Sinto que pude participar de algo muito importante na cidade. Quando eu cheguei aqui, o hospital representou a minha oportunidade de trabalhar naquilo em que havia me dedicado nos estudos. Vim com minha esposa e fizemos família aqui em Itapira. Criamos raízes, meus dois filhos nasceram no Hospital Municipal”, finaliza.

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