Bancos paralisaram atividades em Itapira
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Bancos paralisaram atividades em Itapira
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Duas agências bancárias em Itapira aderiram à greve deflagrada nesta terça-feira (6) em âmbito nacional.

A unidade da CEF (Caixa Econômica Federal) e uma das duas agências do Banco do Brasil, localizada na Rua Francisco Glicério, paralisaram seus atendimentos internos por tempo indeterminado. Nessas agências, os clientes e demais usuários somente podem contar com os serviços dos caixas eletrônicos, já que o acesso é permitido somente nas áreas de autoatendimento.

A greve nacional foi decretada depois que a categoria rejeitou proposta oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As reivindicações incluem reajuste salarial, reposição inflacionária de 5%, antecipação e reajuste na participação dos lucros, aumento do piso salarial, aumento do vale-alimentação, melhores condições de trabalho e plano de carreira.

Outra agência do Banco do Brasil em Itapira, na Rua Conselheiro Dantas, funcionava normalmente até as 15h00 desta terça. Os demais bancos que possuem agência na cidade – Itaú, Santander, Bradesco e HSBC – também mantinham o atendimento integral até o mesmo horário, segundo checado pela reportagem.

Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito, Lourenço Prado, o movimento tem prazo indeterminado e não prejudicará a população. “A greve é nacional e com prazo indeterminado, porém os caixas vão continuar funcionando e os correspondentes bancários também funcionam normalmente. A população não será afetada, os clientes especiais poderão ser atendidos conforme acordo com o sindicato. Não queremos trazer prejuízo à população, só vamos reivindicar nossos direitos”.

Prado disse ainda que a proposta apresentada pela Fenaban está abaixo da inflação do período, que é de 9,57%. O pedido da categoria é de pelo menos 5% de aumento real. “Nossa reivindicação é de pelo menos 15% de reajuste salarial. O que eles oferecem é 2,8% abaixo da inflação do período”, disse. A proposta da Fenaban, rejeitada pela categoria, é de reajuste de 6,5% (para uma inflação de 9,57%) e abono de R$ 3 mil, que não incide sobre os salários, nem sobre o FGTS, as férias ou o décimo terceiro.