Figueira começou a ser suprimida nesta terça-feira em Itapira
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A supressão mediante corte de uma Figueira de grande porte e considerada centenária na região do bairro Santa Fé começou a ser feita na manhã desta terça-feira (19) em Itapira. O início dos trabalhos ocorre em meio a protestos de moradores e ambientalistas que não concordam com a derrubada da espécie.

Na última quinta-feira (14), o assunto foi o estopim para uma grande polêmica. O procedimento para o corte da árvore já havia sido iniciado, mas foi impedido por moradores próximos que se posicionaram de forma contrária à erradicação. Até mesmo a Polícia Militar chegou a ser acionada.

O proprietário do terreno, contudo, possui laudo da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) autorizando o corte. O documento aponta ainda que a árvore apresenta problemas fitossanitários que comprometem sua estrutura com mais de 20 metros de altura.

A razão para o corte é que um imóvel será edificado no terreno, que possui ainda outras espécies cuja supressão também foi autorizada pelo órgão ambiental. Na manhã desta terça-feira, quando as equipes contratadas pelo dono da área já realizavam o corte, um morador próximo novamente tentou impedir o procedimento.

O engenheiro agrônomo Fernando Henrique Vieira Santos, contratado para avaliar a árvore e confeccionar o laudo, explicou que a Figueira possui lesões no tronco, além de problemas fitossanitários e está com sua estrutura inclinada em direção à via pública – razões que, segundo ele, justificam a supressão. Uma placa com os números da autorização da Cetesb também foi afixada no local.

Proprietário da área possui autorização para corte: assunto motivou protestos

O proprietário da área, Régis Bittencourt, afirma que a decisão de cortar a árvore está baseada no receio de que ela possa cair sobre a casa em que pretende residir com a família e que não cortaria a Figueira somente por cortar. O local em que a Figueira está não é classificado como APP (Área de Proteção Permanente).

Para os contrários ao corte, além do discurso da defesa ambiental, a árvore representa uma espécie de símbolo do bairro, inclusive com homenagem em rua que desemboca nas proximidades da espécie. Na operação de corte que começou nesta terça-feira, o trânsito na via foi fechado para veículos.

Agentes de trânsito estão no local e uma viatura da Polícia Militar também chegou a ser acionada. O trabalho é feito com uso de um caminhão munk e a expectativa é que toda a operação demore cerca de uma semana.

Engenheiro responsável pelo laudo conversa com morador contrário ao corte
  • COMPENSAÇÃO

A SAMA (Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente) informou que o laudo emitido pela CETESB é válido e supera qualquer outra ação municipal, estando então o proprietário resguardado perante à questão legal com relação ao corte da Figueira. A pasta destacou ainda que o proprietário do terreno deverá efetuar a compensação ambiental com doação de 75 mudas de árvores nativas para serem plantadas em áreas de proteção ambiental.