Escorpiões são usados para produção de soro no Butantan (Divulgação)

O trabalho das equipes da Divisão de Zoonoses já resultou na remoção de quase cinco mil escorpiões que habitavam os cemitérios municipais de Itapira neste ano.

Ao todo, 4.953 exemplares do animal peçonhento foram capturados nas operações realizadas no Cemitério da Saudade, onde estavam a maior parte dos escorpiões, e do Parque da Paz.

O saldo atualizado contabiliza os bichos capturados nas mais recentes coletas, ocorridas ao longo de sete noites durante os meses de março e abril de 2021. O trabalho tem por objetivo controlar a população dos escorpiões nos cemitérios locais.

Do total de março, 2.763 animais peçonhentos foram capturados vivos e enviados ao Instituto Butantã, em São Paulo. Outros 490 morreram no ato da captura ou durante o transporte até a sede da Zoonoses.

Em abril foram capturados vivos 856 escorpiões no Cemitério da Saudade, e 216 no Cemitério da Paz. No primeiro cemitério, 572 morreram no ato de captura, já no segundo apenas 56.

O médico veterinário Rodrigo Bertini, responsável pelo trabalho, avalia positivamente a ação neste ano. 

“A população se mantém controlada. Poucos filhotes foram vistos nos muros e poucos escorpiões estavam fora dos túmulos. Esse trabalho é ininterrupto e visa manter baixa a população dos escorpiões”, disse.

Em razão da queda na temperatura, o trabalho será interrompido e retomado, provavelmente, em setembro próximo.

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