Escola Antônio Caio, em Itapira, foi a primeira de quatro a serem ocupadas
Publicidade - Anuncie aqui também!
Publicidade - Anuncie aqui

As escolas estaduais de Itapira deverão paralisar suas atividades nesta quarta-feira (15). É o que espera a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino oficial do Estado de São Paulo), que planeja o movimento em protesto contra a proposta de Reforma da Previdência e que também coloca em pauta reivindicações salariais da categoria, que também já se antecipa contrariamente à Reforma Fiscal do Estado de São Paulo, prevista para 2018, e que deverá elevar a contribuição dos professores ao governo.

A paralisação, que deve ser só neste dia, está em consonância com a greve geral de âmbito nacional convocada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), também com início nesta quarta-feira. Segundo informado pelo coordenador regional da Apeoesp, Neville Damarino, o objetivo é parar todas as oito escolas estaduais em operação no município – ou, pelo menos, mais da metade delas.

Ele evitou, contudo, arriscar quais unidades pretendem aderir ao movimento. “Na nossa região, a proposta é parar somente nesta quarta-feira em sinal de protesto. É difícil antecipar qual será a adesão, mas acreditamos que pelo menos 80% das escolas estarão fechadas”, comentou. O sindicalista acredita que a adesão da categoria fique dentro do esperado com base no grau de insatisfação. “A insatisfação é geral, a situação é crítica. Até mesmo os diretores estão sentindo as dificuldades, então acreditamos que haverá uma boa adesão”, completou.

As entidades sindicais que defendem a categoria afirmam que a contribuição dos professores ao governo subirá de 11% para 14% no próximo ano em virtude de possíveis mudanças no sistema fiscal paulista. Sem reajuste salarial há três anos, os profissionais temem que os salários fiquem congelados por mais dois anos, totalizando seis anos sem qualquer aumento real. “O governo quer dar abono salarial, mas isso não é reajuste, não incorpora ao salário”, enfatiza nota divulgada pela Apeoesp.

OUTRO LADO – Em nota, a Secretaria Estadual de Educação afirmou que mantém uma mesa de negociação aberta com os sindicatos da categoria. “Cabe ressaltar, inclusive, que na terça-feira (7) já foi pago o salário com acréscimo de 10%, esse aumento será incorporado no salário de mais de 18 mil professores de educação básica I. Com isso, nenhum professor do Estado de São Paulo recebe menos que o piso nacional (R$ 2.298,80). O salário-base dos professores da rede estadual de ensino PEB II é R$ 2.415,89, ou seja, 5% superior ao piso nacional e acrescido de benefícios”.