‘Cabeça Oca’ conquistou mais um prêmio (Divulgação)
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‘Cabeça Oca’ conquistou mais um prêmio (Divulgação)
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do Portal Megaphone

O espetáculo teatral ‘Cabeça Oca’, protagonizado pela Cia Talagadá, faturou o primeiro prêmio da quinta edição do Festival de Teatro de Mogi Guaçu, ocorrido na semana passada. Além disso, a peça que trata da alienação humana com o uso de bonecos e objetos também ficou em primeiro lugar na categoria de melhor trilha sonora, a cargo de Luís Giovelli.

Os atores itapirense Danilo Lopes, Valner Cintra e João Bozzi participaram do evento na quinta-feira, 08. A competição teve início na segunda-feira, 05, e seguiu até sábado, 10, quando ocorreu a premiação. Ao todo, quatro peças disputaram três faixas de premiação, com apresentações abrigadas no Teatro TUPEC do Centro Cultural do vizinho município.

Com ‘Cabeça Oca’, a Cia Talagadá venceu o prêmio principal, recebendo R$ 1,5 mil como incentivo. A Cia Cerne, de São João do Meriti (RJ) arrebatou o maior número de medalhas e troféus do festival: foram seis prêmios ao todo. O grupo ficou com o segundo lugar de melhor peça, melhor direção, cenário e melhor ator, maquiagem e ator revelação. O terceiro lugar ficou com a Cia Olhos Negros, de Mogi Guaçu, que também conquistou o troféu de melhor atriz e a medalha de melhor iluminação.

Já o grupo Fogo Fátuo, de Campinas (SP), recebeu as medalhas de atriz revelação, ator coadjuvante e melhor figurino. O grupo Teatro Bardo, também de Campinas, não pode participar do evento devido a problemas de saúde de parte de seu elenco. O segundo e terceiro colocados receberam R$ 900,00 e R$ 600,00, respectivamente. Os vencedores também foram agraciados com troféus, bem como foram conferidas medalhas de menção honrosa aos melhores participantes nos quesitos cenário, figurino, iluminação, sonoplastia, atriz revelação, ator revelação e maquiagem.

O espetáculo apresentado pelos atores itapirenses agradaram a três jurados da área teatral, que aprovaram a apresentação. “Foi muito gratificante apresentar o Cabeça Oca em Mogi Guaçu e ver a reação da plateia e do júri. A Cia Talagadá está muito feliz em conquistar mais esse prêmio com o espetáculo”, comentou Lopes. “Ganhar um festival é a uma forma de entendermos que estamos crescendo com nosso trabalho, e isso nos instiga a pesquisar mais e mais”, completou.

‘Cabeça Oca’ estreou em 2013, patrocinado pelo ProAc (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo). A peça proporciona ao público uma reflexão sobre a alienação humana, mesclando o uso de bonecos e a atuação dos próprios atores da Cia. Com técnica a cargo de Eduardo Nascimento, a montagem já faturou outros prêmios, como melhor espetáculo em avaliações de júris técnico e popular, melhor trilha sonora e melhor direção no Festival de Teatro de Mogi Mirim, no ano passado.

O espetáculo da Cia Talagadá também foi convidado para encerrar o Cenata – Festival de Cenas Curtas de Araçatuba (SP), neste mês, além de participar do Festival Internacional de Bonecos – Boneco Gira Boneco – em Bauru (SP), em abril passado.

Também já foi apresentado no Festival de Teatro do Rio de Janeiro, no Teatro Princesa Isabel, em Copacabana, em novembro de 2013. ‘Cabeça Oca’ também ficou em cartaz durante o mês de outubro do ano passado na Biblioteca Monteiro Lobato, em São Paulo. “Apresentar o Cabeça Oca e vê-lo criar pernas e ser reconhecido deixa-nos realizados enquanto artistas. Trabalhamos uma temática que fala sobre a alienação humana, de opressão, preconceitos, manipulação de informações, e por meio de imagens e outros elementos da animação, como o boneco, a máscara e o objeto, mexemos com o público de alguma maneira. É um teatro diferente do convencional, aliás, não é nada convencional”, comentou Lopes.

“Não temos atores personagens, uma narrativa de começo, meio e fim, não utilizamos de fala e o final é aberto para que cada espectador finalize da sua maneira, com suas próprias identificações. O gostoso é escutar da plateia e dos jurados frases como ‘não entendi nada, mas mexeu comigo’, ‘espetáculo deliciosamente macabro’ ou ‘ainda estou digerindo tudo isso e me organizando enquanto ser social’. Os jurados com suas opiniões técnicas e o público com suas opiniões sensoriais fazem com que esse espetáculo ganhe muito mais peso a cada apresentação”, concluiu o ator.

O secretário de Cultura de Mogi Guaçu, Luiz Carlos Ferreira, e os jurados Angélica Colombo, Liliana e Alfredo Barzon fizeram a entrega de troféus, medalhas e certificados de participação. Os prêmios em dinheiro serão depositados nas contas bancárias dos ganhadores.