Estado ganhou reconhecimento de área livre da aftosa sem vacinação (Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)
publicidade - anuncie aqui

Portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária publicada segunda-feira (25), que entra em vigor a partir de 2 de maio, reconhece nacionalmente o Estado de São Paulo como livre de febre aftosa sem vacinação.

Também passam a ser considerados áreas livres da doença sem imunização o Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.

A publicação ainda disciplina e passa a proibir nos estados anunciados o armazenamento, comercialização e o uso da vacina contra a febre aftosa e o trânsito de animais vacinados contra a doença.

“Hoje é um dia histórico para São Paulo, o maior exportador de carne bovina do Brasil. A excelência da sanidade animal do Estado agora é oficial em todo o território nacional, gerando novos mercados e valorizando o setor agropecuário”, destacou o secretário de Agricultura, Guilherme Piai.

De acordo com o artigo 3º da portaria, fica proibido o ingresso e a incorporação de animais vacinados contra a febre aftosa nos estados reconhecidos como área livre sem a aplicação do imunizante, oriundos dos estados que realizam a vacinação regular de bovinos e bubalinos.

‘O trânsito de animais vacinados, destinados a outras Unidades da Federação com trânsito pelos estados e regiões descritas no caput deverá ocorrer por rotas previamente estabelecidas pelo Serviço Veterinário Oficial’, pontua o documento.

Neste momento ainda fica mantida a proibição do ingresso e a incorporação de bovinos e bubalinos nos estados, municípios e parte dos municípios que compõem as zonas reconhecidas pela OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal) como livres da doença sem vacinação oriundos dos estados reconhecidos na segunda-feira.

A partir da retirada da vacinação, o produtor, que antes imunizava o rebanho nos meses de maio e novembro, agora precisará efetuar, nos mesmos meses, a declaração do rebanho assim como era realizado.

Além dos bovídeos, é preciso declarar todos os animais de outras espécies existentes na propriedade, tais como equídeos (equinos, asininos e muares), suínos, ovinos, caprinos e aves (granjas de aves domésticas, criatórios de avestruzes).

Print Friendly, PDF & Email
Publicidade - Anuncie aqui