Estudantes de ocupação na Antônio Caio receberam frutas
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Estudantes de ocupação na Antônio Caio receberam frutas
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Os estudantes de três escolas estaduais ocupadas em Itapira estão contando com a solidariedade para permanecer nas unidades, em protesto contra a reorganização escolar.

Conforme apurado pela reportagem, os alunos têm recebido apoio de alguns professores e de muitos outros estudantes, mesmo aqueles que não participam das ocupações ou nem mesmo estudam nas mesmas unidades.

Até o fim da manhã desta sexta-feira (27), as ocupações aconteciam nas escolas ‘Antônio Caio’, ‘Pedro Ferreira Cintra’ e ‘Cândido de Moura’. Pessoas solidárias aos movimentos têm encaminhado doações de alimentos, como frutas e lanches, além de prestar apoio nas redes sociais e auxílio na articulação de eventos culturais dentro das unidades. Nas escolas em que os alunos já passaram a noite, como na ‘Antônio Caio’ e na ‘Pedro Ferreira Cintra’, também foram enviados colchões infláveis e outros objetos de suporte à permanência. Os interessados em contribuir com a ação dos alunos podem entrar em contato pelas páginas das ocupações no Facebook (Antônio CaioPedro Ferreira Cintra) ou ir diretamente às unidades.

Até o momento as manifestações ocorrem de maneira organizada e pacífica – salvo situações isoladas, como duas tentativas de invasão na ‘Pedro’ de pessoas que não estudam no local. Os estudantes que coordenam as ocupações criaram comissões responsáveis pela limpeza, segurança, alimentação e comunicação com a imprensa, por exemplo. Por meio de acordo com os alunos, professores, diretores e funcionários estão sendo autorizados a ingressar nas escolas para realizarem afazeres ou retirar pertences.

Professores do Antônio Caio retiraram documentos da unidade, como provas do Saresp
Professores do Antônio Caio retiraram documentos da unidade, como provas do Saresp

Na Antônio Caio, por exemplo, professores retiraram as provas do Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar de São Paulo). Uma carta com os motivos da ocupação e garantia de que a escola não será depredada foi protocolada na Promotoria de Justiça, com uma cópia sendo afixada no portão da escola. Uma série de atividades culturais e educacionais foi organizada, envolvendo palestras, aulas públicas e apresentações musicais e artísticas. As ocupações ocorrem em centenas de escolas do Estado pelo mesmo motivo: a resistência às mudanças anunciadas pela Secretaria Estadual de Educação. As três escolas ocupadas em Itapira são as únicas entre as 13 cidades coordenadas pela Diretoria Regional de Ensino, baseada em Mogi Mirim. A reorganização escolar, medida implantada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), prevê o fechamento de 93 escolas e transferência de 311 mil alunos em todo o Estado de São Paulo.

Em Itapira não haverá fechamento de nenhuma unidade, mas cinco das oito escolas estaduais concentrarão mudanças. A ‘Antônio Caio’, ‘Benedito Flores de Azevedo’, ‘Pedro Ferreira Cintra atenderão somente a alunos dos chamados anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º). Já a ‘Cândido de Moura’ e ‘Elvira Santos de Oliveira’ (ESO) receberão somente os estudantes do Ensino Médio. As demais unidades do município – ‘Júlio Mesquita’, ‘Fenízio Marchini’ e ‘Caetano Munhoz’ – permanecem com seus modelos de atendimento inalterados, ou seja, abrangendo os ciclos mistos de ensino. A Diretoria Regional de Ensino diz que está aberta ao diálogo com os estudantes, mas as ocupações seguem por tempo indeterminado