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Dr Paulinho foi citado em lista da Odebrecht, advogados emitiram nota (Reprodução/Tribuna do Guaçu)
Dr Paulinho foi citado em lista da Odebrecht, advogados emitiram nota (Reprodução/Tribuna do Guaçu)
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O ex-prefeito de Mogi Guaçu, Paulo Eduardo de Barros, o Dr.Paulinho (PHS), figura entre os 200 políticos brasileiros citados em planilhas e que teriam recebido repasses da empresa Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato. De acordo com o documento, que vazou na imprensa e depois teve sigilo decretado pelo juiz Sérgio Moro, Dr. Paulinho teria recebido um total de R$ 700 mil, montante pago em diversas parcelas.

A lista foi apreendida na 23ª fase da operação, ocorrida no dia 22 de fevereiro, mas o conteúdo somente foi revelado um mês depois, no dia 22 de março. Os documentos estavam na casa de Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura. A lista reúne menções a políticos e partidos e respectivos valores que teriam recebido da empresa. No documento, os políticos recebem apelidos – alguns pejorativos.

No caso de Dr. Paulinho, foi indicada a alcunha de “manquinho” – em clara e desagradável referência à deficiência física da qual o ex-prefeito guaçuano é portador. Ele foi prefeito entre 2008 e 2012, quando disputou a reeleição, sem sucesso. Parte da contabilidade seria referente às eleições de 2012. Dr. Paulinho se recusou a falar diretamente com a imprensa sobre o assunto. Por meio de advogados, em nota, ele rechaçou as informações e garantiu que a cidade de Mogi Guaçu, durante sua gestão, nunca manteve contato com a Odebrecht ou qualquer de suas subsidiárias.

Segundo a nota, Dr. Paulinho também nunca falou ou conheceu alguém ligado à empresa, e por isso mesmo a citação de seu nome na lista “causou a ele o mesmo espanto que a todos”. Os advogados do ex-prefeito ressaltam que foi feita somente uma citação na lista que segue em sigilo e sob investigação, o que não representa que o ex-prefeito seja réu, indiciado, investigado ou mesmo que tenha sido beneficiado pelo esquema. “Ele foi apenas citado nas investigações, e responderá, se necessário, a qualquer notificação de qualquer esfera pública, como tem feito ao longo de sua vida pública”, frisou a nota.