A ex-presidente Park (Agência Lusa/Reprodução)
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A ex-presidente Park Geun-hye, da da Coreia do Sul, foi condenada a 24 anos de prisão pelo envolvimento em um caso de corrupção que ficou conhecido como “Rasputina” e que motivou sua cassação em janeiro de 2017.

A decisão saiu nesta sexta-feira (6) e foi dada por tribunal de Seul. A leitura sentença foi transmitida ao vivo pela TV por quase duas horas. Segundo a Justiça coreana, ficou comprovada que a ex-presidente conservadora e sua amiga, Choi Soon-sil, conhecida como “Rasputina”, criaram uma rede de favores pela qual promoviam extorsão de grandes empresas.

Entre elas, figuram companhias como Samsung, Hyundai e Lotte. Park, de 66 anos, estava presa preventivamente desde março de 2017. Ela foi a primeira chefe de Estado sul-coreana cassada na democracia. Com isso, as eleições do país foram antecipadas e vencidas pelo liberal Moon-Jae-in.

A ex-presidente também foi condenada ao pagamento de uma multa de 18 bilhões de wons – equivalente a US$ 16,8 milhões. A promotoria tinha pedido para ela 30 anos de prisão e multa de 118,5 bilhões de wons (US$ 95 milhões). Park foi declarada culpada de 16 das 18 acusações no caso, como abuso de poder, suborno e coação. Ela havia chegado ao poder em 2013.