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Resultado de uma parceria entre a Unasp (Centro Universitário Adventista de São Paulo) e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, a Casa da Cultura ‘João Torrecillas Filho’ abriga a partir do dia 4 de dezembro a exposição “Mapas Sentimentais – Histórias do Parque”. A abertura será às 19h30 do dia 3 (domingo), com presença dos organizadores do projeto.

“Trata-se de uma intervenção no prédio da Casa da Cultura, com frases coletadas em entrevistas, vídeo, mapas e imagens comparativas da cidade. Ela traz memórias individuais que vão formando redes de conexões entre elas, configurando então, esse plano comum que é a nossa cidade. É uma exposição interativa, pois dá a oportunidade de casa visitante pensar na sua história e dar o seu depoimento”, explicou a professora doutora em Arquitetura e Urbanismo da UNASP (Centro Universitário Adventista de São Paulo), Raissa Pereira Cintra de Oliveira, coordenadora do projeto.

A exposição faz parte do trabalho de Extensão Universitária realizado no segundo semestre de 2017 do curso de Arquitetura da UNASP e foi desenvolvido por um pequeno grupo de alunos que se propôs a inventariar bens arquitetônicos. “Em 2003, à época do meu mestrado, fiz um levantamento comparativo de alguns dados existentes sobre o patrimônio histórico de Itapira, em especial o imóvel, ou seja, a arquitetura. Esses dados foram levantados em 1982 pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) e comparados com os dados daquela ocasião.

Projeto produziu entrevistas que revelaram memórias sobre o espaço arborizado na região central da cidade (Divulgação)

Os resultados foram preocupantes. Praticamente 50% do patrimônio arquitetônico com interesse patrimonial havia sido destruído. A única ação promovida na direção de proteção de bens patrimoniais na cidade foi o tombamento da Escola Julio de Mesquita em 2010”, comentou a professora. Ela também relata que a partir desse diagnóstico começou a pensar em um projeto de educação patrimonial. “Ainda em 2003, fiz as primeiras entrevistas com alguns familiares e com o Jácomo Mandato, ainda vivo na época. Nestas conversas percebi que o único local que ainda seria possível identificar um conjunto arquitetônico importante era o Parque Juca Mulato, pois sempre houve uma sobreposição de memórias de várias gerações sobre ele”, afirmou.

Em junho deste ano, a professora Raíssa procurou a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo para apresentar seu projeto e, firmada a parceria, o trabalho passou a ser realizado junto com os alunos de terceira à quinta-série das escolas municipais e também com algumas pessoas que foram entrevistadas. “A realização desta exposição é a ultima ação desse trabalho e tem como objetivo divulgar e iniciar um debate mais amplo com a sociedade. Trata-se de mostrar a importância da memória como elo entre os cidadãos e de sua identidade comum. Não é uma exposição saudosista, como se tudo o que foi passado fosse melhor do que agora. Ao contrário, é uma tomada de consciência, um início para futuros debates, projetos e ações”, concluiu. A mostra ficará em exibição até o dia 22 durante o expediente da Casa da Cultura, que é de segunda a sexta-feira, das 08h00 às 11h30 e das 13h00 às 17h00. A entrada é franca.