Postagem falsa circula nas redes sociais: caso de polícia e risco à família acusada falsamente (Reprodução)

Uma família residente em Itapira pretende adotar medidas judiciais após ter o veículo fotografado e as imagens divulgadas em redes sociais com uma falsa acusação de abandono de um cachorro.

O caso ganhou repercussão nesta quarta-feira (4). As fotos mostram um cachorro correndo atrás de um veículo que supostamente o teria deixado para trás em uma área rural da cidade.

A família se assustou quando recebeu prints de grupos de WhatsApp e postagens no Facebook com as fotos do carro, incluindo registros do emplacamento. Eles dizem estar abalados com a repercussão do aparente mal entendido.

Elaine Nieri, que recentemente se curou da Covid-19 ao lado do esposo Raif – história revelada em reportagem especial publicada pelo Itapira News – conta que ambos resolveram passear pela área rural justamente para espairecer após os dias bem difíceis de julho, durante o tratamento contra a doença.

“Estamos nos recuperando após internação por Covid-19 e resolvemos tomar um ar, passear pela zona rural onde não tem muito movimento de outras pessoas. Paramos em um pesqueiro e esse cachorro estava lá e minha filha brincou com ele”, explica.

Ela diz que ao sair, o cachorro correu atrás do carro. “Andamos até em menor velocidade com medo que ele entrasse na frente. E atrás tinha um carro branco e certamente foi essa pessoa que tirou as fotos e postou”, acrescenta.

Após a divulgação da ‘fake news’ envolvendo a família, ela fez contato com o pesqueiro e foi informada pelo proprietário do local que o cão já está há algum tempo no local – e que realmente pode ter sido abandonado na região, mas por outra pessoa, em data bem anterior.

“Faz tempo que soltaram esse cachorro aqui perto do pesqueiro, é uma judiação o que estão fazendo com essa família, não foram eles não que soltaram”, confirmou o dono do pesqueiro, Tiago Broleze.

Postagem com falsas acusações ganhou repercussão (Reprodução/Facebook)
  • JUSTIÇA

Somente uma das postagens feitas no Facebook já acumulava quase 400 compartilhamentos até por volta das 20h00. Nos comentários, muitas acusações e até ameaças de agressões.

Um boletim de ocorrência deverá ser registrado na Delegacia de Polícia e as provas documentais a respeito das informações caluniosas estão sendo recolhidas para que medidas judiciais possam ser adotadas.

“Nunca tínhamos visto esse cachorro, e jamais faríamos algo assim. Recentemente eu até mesmo adotei uma cachorra. É muita irresponsabilidade de quem fez isso, as pessoas precisam ter provas. O cachorro não é nosso, não estava no carro. Nosso advogado já nos orientou e vamos abrir processos contra as pessoas que estão nos acusando”, conclui Elaine.

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