Fábio Cleto, vice-presidente de Fundos do Governo e Loterias da Caixa (Rodrigo de Oliveira)
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Fábio Cleto, vice-presidente de Fundos do Governo e Loterias da Caixa (Rodrigo de Oliveira)
Fábio Cleto, vice-presidente de Fundos do Governo e Loterias da Caixa (Rodrigo de Oliveira)
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O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) destinará, em 2015, o maior volume de financiamentos de sua história para obras de habitação, saneamento básico e infraestrutura.

O orçamento anual de R$ 76,9 bilhões, aprovado pelo Conselho Curador do FGTS, será 6% maior do que o executado ao longo deste ano.  Até 2018, o ciclo de investimentos deve somar R$ 300 bilhões, garantindo crédito de longo prazo para setores considerados cruciais ao desenvolvimento econômico do país.

“Mesmo com um quadro econômico mais recessivo e potencial retração de outras fontes de financiamento do governo, como o BNDES, o FGTS mantém o orçamento com os patamares altos para os próximos quatro anos, o que faz com que ele proporcionalmente tenha um peso muito maior para os setores de habitação, saneamento e infraestrutura”, afirma Fábio Cleto, vice-presidente de Fundos do Governo e Loterias da CAIXA.

Na condição de agente operador do fundo, o banco ocupa um dos 12 assentos a que o governo federal tem direito no Conselho Curador do FGTS – os outros 12 são divididos entre representantes de trabalhadores e patrões.  Contando com a poupança de 39 milhões de trabalhadores brasileiros com carteira assinada, o FGTS é hoje o maior fundo privado do país, com patrimônio superior a R$ 400 bilhões.

O orçamento do fundo para 2015 prevê R$ 56,5 bilhões em investimentos no setor de habitação. Uma fatia de R$ 8,9 bilhões (16%) irá subsidiar a compra da casa própria por famílias de baixa renda – R$ 6 bilhões especificamente para beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida.

O Programa Saneamento para Todos, que oferece uma linha de crédito com taxas de juros anuais entre 5% e 6%, contará com R$ 7,5 bilhões e o teto para novas concessões de financiamento a projetos de infraestrutura chegará a R$ 12,8 bilhões, incluindo-se aí o segmento de mobilidade urbana.

Na estimativa do Conselho Curador, os investimentos previstos irão beneficiar 547 mil famílias e gerar 2,6 milhões de novos empregos anualmente entre 2015 e 2018. “É um investimento que volta para o Fundo com a ampliação do emprego formal. O FI-FGTS [Fundo de Investimento do FGTS], para dar um exemplo, só pode investir em projetos que partam do zero e isso fomenta todo o mercado de trabalho”, observa Cleto.

Para o executivo da CAIXA, a atuação do FGTS ao longo da última década ajudou milhões de brasileiros a terem a carteira assinada. “Há 10 anos, a gente tinha 42% de empregos formais do total da massa de trabalhadores. Hoje este índice é de 57%”, conclui Cleto.

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