Mata situada no Braz Cavenaghi também possui uma nascente: importância ambiental (Reprodução/Google Maps)
publicidade

Um fragmento de mata nativa que também abriga uma nascente na região do bairro Braz Cavenaghi, em Itapira, foi responsável por neutralizar aproximadamente 261,20 toneladas de dióxido de carbono (CO2) ao longo de 20 anos.

O dado consta em pesquisa inédita de autoria do biólogo Anderson Martelli, que atua na Sama (Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente) e uma das maiores autorizades em arborização urbana na região.

O estudo foi publicado recentemente na revista Journal of Interdisciplinary Debates, importante publicação científica. O dióxido de carbono é um dos gases do chamado ‘efeito estufa’ que que dificultam ou impedem a dispersão para o espaço da radiação solar que é refletida pela Terra.

Grande parte destes gases são desprendidos pela ação dos seres humanos em diversas atividades, como a queima de combustíveis fósseis, atividades industriais, queimadas de florestas, dentre outros.

“Ao reter esses gases que apresentam carbono em sua composição, aumentamos o aquecimento de nosso planeta com grandes desequilíbrios ecológicos”, diz Martelli. De acordo com ele, a pesquisa realizou um trabalho de campo para estimar a quantificação de carbono que foi fixado e neutralizado pela APP (Área de Proteção Permanente).

Anderson Martelli é o autor da pesquisa sobre fragmento de mata nativa em Itapira (Divulgação/Arquivo)

“Esse estudo consistiu na mensuração da área do polígono onde está localizada a maior concentração de espécies arbóreas, sendo apresentada uma área de 11.820m². O segundo passo foi determinar a quantidade de árvores existentes nesse polígono e, por fim, para a quantificação do carbono fixado e neutralizado por esse fragmento, foi considerado um cálculo realizado em quatro áreas com plantios de essências nativas no Estado de São Paulo, com bioma Mata Atlântica que possuem as mesmas características do fragmento florestal em pesquisa”, explica o biólogo.

Segundo Martelli, as florestas são os maiores reservatórios de carbono contendo cerca de 80% desse átomo. Os vegetais, utilizando-se de sua capacidade fotossintética, fixam o CO2 atmosférico, biossintetizando na forma de carboidratos, sendo por fim, depositado na parede celular, realizando dessa forma o chamado ‘sequestro’ de carbono atmosférico.

O biólogo enfatiza que os resultados obtidos no estudo poderão servir de estímulos para a preservação de outros fragmentos existentes no município e em outras localidades.

Print Friendly, PDF & Email

Publicidade - Anuncie aqui