Brasileiros e familiares resgatados na Cisjordânia chegaram a Brasília em voo da Força Aérea Brasileira no dia 2 de novembro (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Os 34 brasileiros e seus familiares que esperavam cruzar a fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito nesta sexta-feira (10) foram obrigados a retornar aos abrigos depois que o posto de controle foi fechado.

Após mais de um mês de conflito na região, o grupo havia finalmente obtido permissão para regressar ao Brasil, mas ainda não conseguiram sair do território palestino.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que foi informado, na última na quinta-feira (9), de que o grupo estava autorizado a sair e que seus nomes já estavam nas mãos das autoridades na fronteira.

“Apesar de terem sido levados à região do posto de controle, não conseguiram atravessar porque o posto de controle não foi aberto”, afirmou o ministro.

O governo brasileiro mantém contatos frequentes com todas as partes envolvidas no conflito e Vieira expressou a esperança de que essas pessoas recebam a autorização para cruzar a fronteira o mais rapidamente possível.

Vieira também explicou que existe um acordo entre as partes envolvidas, que estabelece que as ambulâncias com feridos graves da Faixa de Gaza devem sair primeiro, antes dos estrangeiros.

“Foi o que ocorreu hoje, ontem e na quarta-feira (8), quando não houve a passagem da Faixa de Gaza para o Egito devido à impossibilidade de as ambulâncias passarem”, informou o chanceler.

Em decorrência disso, o grupo de 34 brasileiros teve que retornar, com uma parte indo para o abrigo em Rafah e outra parte para Khan Yunis, uma cidade localizada a 10 quilômetros da fronteira.

O grupo é composto por 24 brasileiros, sete palestinos em processo de imigração e três palestinos familiares próximos que iniciarão o processo de imigração. São 18 crianças, 10 mulheres e seis homens, sendo que 18 já estavam na cidade de Rafah e 16 estavam em Khan Yunis.

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