Ogari Pacheco recebeu homenagem ao lado de familiares (Divulgação/Antonio Zalberto B. da Silva)

O fundador do Laboratório Cristália, Ogari de Castro Pacheco, recebeu na noite da última segunda-feira (18) a maior honraria prestada pela Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o Colar de Honra ao Mérito Legislativo.

A homenagem foi prestada em sessão solene presidida pelo deputado José Antônio Barros Munhoz (PSB), autor da proposta que originou a homenagem.

O evento contou com a participação de aproximadamente 300 convidados, além de apresentações musicais da Banda Sinfônica Lira Itapirense e do cantor Toni Angeli.

Os filhos do empresário, Ricardo, Renata, Rogério e Ogari, também marcaram presença além de noras e outros familiares, bem como parte da diretoria da empresa.

Durante a sessão solene, foram relembradas diversas realizações de Pacheco ao longo dos 47 anos à frente do Cristália. Nascido em São Paulo e formado em Medicina pela USP (Universidade de São Paulo), logo escolheu a cidade de Itapira para trabalhar.

Abriu uma clínica psiquiátrica ao lado de João Stevanatto e mais dois sócios e começou a fabricar medicamentos para o tratamento de seus próprios pacientes. Assim, em 1972, nascia o Laboratório Cristália.

Hoje o laboratório emprega mais de cinco mil trabalhadores, considerando o complexo farmoquímico e empresas coligadas. É recordista nacional em patentes, com 107 registros. É um dos maiores fornecedores de medicamentos para o SUS (Sistema Único de Saúde).

Produz medicamentos para tratamento de câncer e está entrando no mercado de produção de insumos para a fabricação desses medicamentos, o que permitirá a redução de custos.  É a primeira indústria nacional a produzir tais insumos, que hoje são totalmente importados pelas indústrias farmacêuticas.

Ao receber a homenagem, Ogari Pacheco ressaltou o papel da indústria nacional para o desenvolvimento do país. “No Brasil, nós importamos tudo. Quem produz aqui tem um grande problema. Os produtos nascem com um pecado original: são brasileiros. A tendência é achar que o que é estrangeiro é melhor”.

Barros Munhoz afirmou que poucos brasileiros têm mérito tão grande quanto o  Pacheco. “O Brasil importa 90% da matéria prima para fabricar remédios. O Cristália importa 46%, menos da metade do que o Brasil importa”, comentou o deputado. “A marca Cristália é o que o Brasil mais precisa hoje: indústria que enfrenta e vence as indústrias internacionais”, concluiu.

Presente na homenagem estava também a médica Regina Scivoletto, colega de turma de Pacheco na faculdade. “No nosso país os méritos são pouco reconhecidos. Esse reconhecimento deve servir de exemplo para os jovens que estão aí, que dá para chegar lá”, comentou.

Vereadores itapirenses também acompanharam o evento, além do médico e presidente da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de Itapira, Newton Santana, e do presidente da Acei (Associação Comercial e Empresarial de Itapira), Célio Altafini, bem como o prefeito José Natalino Paganini (PSDB).

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